terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cadê o coração do Dragão?

O templo do futebol goiano estava preparado para receber mais um clássico, o segundo do ano, Goiás e Atlético. O Atlético, time da elite do futebol brasileiro, líder absoluto do campeonato, com um dos ataques mais positivos, estava na expectativa de conquistar a quinta vitória consecutiva em cima do rebaixado Goiás. A goleada aplicada em cima do Trindade no meio de semana, dava mostras que a zaga esmeraldina não teria vida fácil e a vitória magrinha do Goiás diante do Morrinhos, pelo placar mínimo, dava mostras que a zaga atleticana poderia ficar tranquila. Se futebol fosse lógico assim, não seria futebol. O Atlético contou com um torcedor ilustre e muito pé frio, diga-se de passagem, René Simões.
Artur Neto parece que lançou mão de vez de jogar no 4-4-2, esquema que lhe rendeu bons frutos nas equipes que comandou, inclusive no Atlético. Isso demonstra a sagacidade do comandante esmeraldino, pois para jogar com tal esquema a equipe precisa ter jogadores com muita qualidade. O time ainda não conta com atletas desse nível. E quando ele se animou no 4-4-2 foi alvo da maior goleada do campeonato até o momento. Seria suicídio jogar diante do Atlético com apenas dois zagueiros, mesmo que os dois alas não descessem e ficassem restritos a marcação. O 3-5-2, atualmente, parece ser o menino dos olhos do técnico do Goiás.
Já o técnico interino Alfredo Montesso apostou no esquema mais ofensivo, aliás, há tempos que a equipe atleticana atua no 4-4-2. O time do Atlético conta com um elenco invejável, se dando ao luxo de ter Felipe no banco de reservas. Entretanto, Róbston, o coração do Dragão, não jogou e ele fez falta. Robston não compareceu aos treinamentos e nem apresentou justificativas. Será que ele já está se concentrando para o Carnaval?
O Dragão sem seu coração entrou em campo sem muita vibração. Marcão, o artilheiro desajeitadão, ainda tentava uma animação, até ficou dançando na frente de Walmir Lucas. Na realidade, ele estava tentando pedalar, mas aquilo não era pedalada. Marcão deu alguns chutes e cabeceios sem direção e se restringiu a dar dois chutes que levaram certo perigo ao gol esmeraldino. Aonde o Marcão ia o Walmir Lucas ia atrás, o defensor esmeraldino não deu trégua ao atacante rubro-negro. Só depois dos quarenta minutos de jogo que o time da Campininha exigiu três boas intervenções do goleiro Pedro Henrique, com um chute de Adriano e dois de Keninha. E foi praticamente só isso durante os dois tempos de jogo.
Percebendo o acanhamento da nossa mistificada fera, o Periquito, com algumas plumagens renovadas não se intimidou e enfrentou de igual para igual o poderoso Dragão. No segundo tempo, o Goiás tomou conta do jogo, após a saída de Keninha. Se o time estava ruim com o Keninha, ficou pior sem ele. O ex-atacante Felipe, entrou e não conseguiu jogar, ele foi extremamente vaiado pelos torcedores esmeraldinos. Talvez Felipe quisesse compensar o pênalti perdido no final da Sul-Americana, não marcando gol contra seu ex-clube, isso para não dizer que ainda não reencontrou seu bom futebol. Será que ele o reencontrará? Assim, aos 26 minutos da segunda etapa, após duas bicadas evitadas por Márcio, o Dragão sem coração levou uma bicada certeira.
Esperava-se que a fera irada com o golpe sofrido sairia em busca de equilibrar o combate, pelo menos empatando, lançando uma chama certeira na avezinha atrevida. Nada disso, faltava o coração do Dragão, sem coração, sem emoção e Pituca perdeu a razão provocando sua expulsão. Que papelão! Pituca deve ter sentido a falta de Robston, o coração do Dragão, pois os dois atuam muito tempo juntos. Se Robston pode ser considerado o coração do Dragão, Pituca seria como se fosse a válvula mitral e/ou um dos ventrículos do órgão maior da fera.
Artur Neto demonstrou mais uma vez muita competência, com elenco limitado, tendo como base os pratas da casa, conseguiu superar o melhor time do campeonato até o momento. E o Dragão está sem coração, vamos torcer para que ele seja encontrado, ou então, a fera terá que conseguir um novo coração. Cadê o coração do Dragão?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cadê o coração do Dragão?

O templo do futebol goiano estava preparado para receber mais um clássico, o segundo do ano, Goiás e Atlético. O Atlético, time da elite do futebol brasileiro, líder absoluto do campeonato, com um dos ataques mais positivos, estava na expectativa de conquistar a quinta vitória consecutiva em cima do rebaixado Goiás. A goleada aplicada em cima do Trindade no meio de semana, dava mostras que a zaga esmeraldina não teria vida fácil e a vitória magrinha do Goiás diante do Morrinhos, pelo placar mínimo, dava mostras que a zaga atleticana poderia ficar tranquila. Se futebol fosse lógico assim, não seria futebol. O Atlético contou com um torcedor ilustre e muito pé frio, diga-se de passagem, René Simões.
Artur Neto parece que lançou mão de vez de jogar no 4-4-2, esquema que lhe rendeu bons frutos nas equipes que comandou, inclusive no Atlético. Isso demonstra a sagacidade do comandante esmeraldino, pois para jogar com tal esquema a equipe precisa ter jogadores com muita qualidade. O time ainda não conta com atletas desse nível. E quando ele se animou no 4-4-2 foi alvo da maior goleada do campeonato até o momento. Seria suicídio jogar diante do Atlético com apenas dois zagueiros, mesmo que os dois alas não descessem e ficassem restritos a marcação. O 3-5-2, atualmente, parece ser o menino dos olhos do técnico do Goiás.
Já o técnico interino Alfredo Montesso apostou no esquema mais ofensivo, aliás, há tempos que a equipe atleticana atua no 4-4-2. O time do Atlético conta com um elenco invejável, se dando ao luxo de ter Felipe no banco de reservas. Entretanto, Róbston, o coração do Dragão, não jogou e ele fez falta. Robston não compareceu aos treinamentos e nem apresentou justificativas. Será que ele já está se concentrando para o Carnaval?
O Dragão sem seu coração entrou em campo sem muita vibração. Marcão, o artilheiro desajeitadão, ainda tentava uma animação, até ficou dançando na frente de Walmir Lucas. Na realidade, ele estava tentando pedalar, mas aquilo não era pedalada. Marcão deu alguns chutes e cabeceios sem direção e se restringiu a dar dois chutes que levaram certo perigo ao gol esmeraldino. Aonde o Marcão ia o Walmir Lucas ia atrás, o defensor esmeraldino não deu trégua ao atacante rubro-negro. Só depois dos quarenta minutos de jogo que o time da Campininha exigiu três boas intervenções do goleiro Pedro Henrique, com um chute de Adriano e dois de Keninha. E foi praticamente só isso durante os dois tempos de jogo.
Percebendo o acanhamento da nossa mistificada fera, o Periquito, com algumas plumagens renovadas não se intimidou e enfrentou de igual para igual o poderoso Dragão. No segundo tempo, o Goiás tomou conta do jogo, após a saída de Keninha. Se o time estava ruim com o Keninha, ficou pior sem ele. O ex-atacante Felipe, entrou e não conseguiu jogar, ele foi extremamente vaiado pelos torcedores esmeraldinos. Talvez Felipe quisesse compensar o pênalti perdido no final da Sul-Americana, não marcando gol contra seu ex-clube, isso para não dizer que ainda não reencontrou seu bom futebol. Será que ele o reencontrará? Assim, aos 26 minutos da segunda etapa, após duas bicadas evitadas por Márcio, o Dragão sem coração levou uma bicada certeira.
Esperava-se que a fera irada com o golpe sofrido sairia em busca de equilibrar o combate, pelo menos empatando, lançando uma chama certeira na avezinha atrevida. Nada disso, faltava o coração do Dragão, sem coração, sem emoção e Pituca perdeu a razão provocando sua expulsão. Que papelão! Pituca deve ter sentido a falta de Robston, o coração do Dragão, pois os dois atuam muito tempo juntos. Se Robston pode ser considerado o coração do Dragão, Pituca seria como se fosse a válvula mitral e/ou um dos ventrículos do órgão maior da fera.
Artur Neto demonstrou mais uma vez muita competência, com elenco limitado, tendo como base os pratas da casa, conseguiu superar o melhor time do campeonato até o momento. E o Dragão está sem coração, vamos torcer para que ele seja encontrado, ou então, a fera terá que conseguir um novo coração. Cadê o coração do Dragão?