sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

Estamos no último dia de 2010, eu desagurmentada, não disponho de palavras para definir como foi este ano e minhas expectativas para o próximo. Aliás, palavras para caracterizar tal ano e expectativas até as tenho, mas não estou disposta a torná-las coerentes. Sorte a minha, que tenho ele, meu poeta maior, para deixar uma bela mensagem poética para vocês, aliada a tal poesia deixo também a intelectuante e pacificante imagem de nosso Drummond. E que venha 2011.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amigos compartilho com vocês mais uma vez, um artigo escrito pelo professor Gismair Teixeira, o qual também foi publicado em O Popular. Um texto no qual, nosso intelectual professor busca respaldo na teoria bakthiniana para reforçar seus argumentos com relação a eleição do palhaço Tiririca. Quanta perspicácia, meu amigo!

Mikhail Bakhtin e Tiririca

Um dos maiores gênios da literatura universal é sem dúvida alguma Fiodor Dostoiévski. Nos campos da análise literária e linguística, o seu conterrâneo Mikhail Bakhtin rivaliza com ele em importância, sendo considerado um dos maiores teóricos do século 20. Uma de suas obras mais conhecidas no Brasil é Os problemas da poética de Dostoiévski. Nesta peça ensaística sobre a produção de Dostoiévski, Bakhtin retoma os seus apontamentos de pós-graduação sobre a estética de Rabelais, quando abordou o processo de carnavalização no contexto medieval e sua expressão no campo literário.
O crítico russo trata o tema sob uma perspectiva cultural privilegiada. Segundo ele, as festas de carnaval permitem uma subversão na hierarquia dos estratos sociais, quando as classes que compõem a base da pirâmide social podem ridicularizar as que estão acima, despertando humor e não revolta nos elementos dominantes. Em outras palavras, é uma trégua na guerra de classes a que se refere Karl Marx em seus escritos. Nesta linha, ficaram famosos personagens como o pícaro e o bobo da corte, sendo conferido a este último o direito de dizer verdades para o rei que levariam ao degredo ou à forca qualquer outra pessoa.
A política brasileira, em seu ainda recente período de democracia plena, tem se revelado um terreno fértil de aplicação dos pressupostos de Bakhtin. A consagração nas urnas de artistas em declínio, jogadores de futebol em fim de carreira e outras personagens exóticas é um dado que configura esta extensão. Neste particular, o imbróglio da eleição do comediante e ex-palhaço Tiririca no último pleito é o mais recente e emblemático caso. Desde o mote de campanha do candidato, algo como “Vote em Tiririca, pior do que tá não fica”, até a sua expressiva votação e ainda as canhestras disputas judiciais em torno da legitimidade de sua eleição por conta de seu suposto analfabetismo, tudo conduz à teoria bakhtiniana da carnavalização como instância de afrouxamento dos rigores que normalmente imperam numa sociedade organizada.
Não deixa de ser picaresco em alguns aspectos os dados jurídicos apresentados no processo do comediante que tem na palavra “abestado” um bordão artístico. Segundo noticiou a imprensa, testemunhas afirmaram que Tiririca leu e compreendeu 30% daquilo que lhe foi apresentado. Como se pode mensurar a percentagem exata num caso destes é algo que ainda precisa de uma explicação convincente. Ao referir-se à carnavalização, Bakhtin fazia referência àquele período de festas mascaradas que dura cerca de uma semana, quando tudo é permitido. Na política, são quatro anos. É temerário, para dizer o mínimo.

GISMAIR MARTINS TEIXEIRA – Mestre em Literatura pela UFG e professor

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Crônica de encerramento

Pela manhã, minha amiga Elgia disse que eu poderia ter saído com ela, no amigo secreto, é bom que se ressalte, para que eu pudesse escrever um texto para ela; fiquei pensando quanta consideração de minha amiga com meus escritos. Pois bem Elgia, escrevo um texto em especial para você e para todos do meu Mundim, e ao final revelarei o nome de meu amigo(a) secreto(a).
Meus amigos, mais um ano está terminando, o natal está chegando e a nossa vida passando. Os anos passam tão rápido, outro dia era pequena, se bem que ainda continuo pequena, melhor dizendo, outro dia eu era criança, agora eu já tenho duas crianças, semi-adolescentes, mas ainda não tenho cabelos brancos. Nossa vida passa muito rápido, se não tomarmos cuidado passamos por ela sem ao menos de fato viver. Por que escrever isso? Ao certo não sei, talvez pelo fato de estarmos encerrando mais um ano de vida, mais um ano de trabalho e começando fazer planos para 2011.
E o nosso ano de 2010 como foi? Cada um tem sua resposta, mas o certo é que todos tentamos cumprir as promessas que fizemos no ano anterior, vivemos neste ciclo vicioso. Passamos boa parte de nosso tempo em nosso local de trabalho, por isso temos que apreciá-lo.
O ano de 2010 em nosso Mundim foi de várias conquistas, tanto na parte física da escola quanto na pedagógica. Todo dia quando chego pela manhã na escola fico admirando a frente da mesma; o gramado e a fonte deram um maior brilho ao nosso cotidiano; mesmo que a fonte ainda não esteja funcionando. A arena construída para apresentações diversas é um espetáculo; agora temos até uma quadra de areia. Computadores novos com telas de LCD; internet sem fio para nós e para os alunos também, aquele sistema que nunca consigo falar o nome certo, imaginem escrever, nem ousei. Dentre outras coisas, depois me ajudem a lembrar...
Na parte pedagógica aderimos ao ressignificando, os alunos é que trocam de sala; contamos com as salas ambientes, ficamos em segundo lugar em Goiânia nas notas do ENEM; tivemos o primeiro lugar do prêmio estadual de poesia em Super dotação, conquistado pelo nosso menino poeta, Marcos Jefferson; o representante goiano na Casa Branca, Gabriel Santos; vários alunos aprovados na 1ª fase do vestibular da UFG... Até os chineses vieram conhecer a escola modelo, está certo que nossa escola é exceção, mas foi privilegiada pela contestada Secretária da Educação. Além de contarmos com vários projetos desenvolvidos na escola; temos o Mais Educação, a dança do balé é uma sedução; o projeto saúde e prevenção, que grande lição e que vontade de roubar um pé de alface da Horta do professor João.
São conquistas de extrema relevância alcançadas durante este ano e tudo graças ao empenho das pessoas que trabalham no Waldemar Mundim. Não menciono uma pessoa em especial, mas sim o trabalho coletivo desenvolvido por todos nós, cada um teve/tem seu grau de contribuição para que a escola esteja em destaque atualmente.
Depois de tanto escrever, e cansar os ouvidos de vocês com meus escritos, sem muitos rodeios revelo o nome de minha amiga secreta. Fiquei enormemente feliz ao pegar o nome dela; ela é uma pessoa incrível, a qual admiro muito, entretanto, não consigo qualificá-la, ah minha amiga secreta, como qualificar minha amiga secreta? Minha amiga secreta é a Benízia.
Perseverar é preciso

No dia 16 de dezembro foi realizado no Mundim o jantar de formatura dos terceiros anos, foi um evento marcante para os respectivos alunos. Concluir o Ensino Médio é uma etapa importante para dar prosseguimento a vida acadêmica e profissional dos estudantes, quantos ficaram pelo caminho. Os alunos e as alunas estavam muito empolgados com a conclusão desta etapa de ensino e capricharam no visual, a Ângela que o diga. Parabéns a todos vocês pela persistência e que continuem perseverando em busca do conhecimento, pois ele poderá proporcionar coisas maravilhosas na vida de vocês. Perseverar em busca de conhecimento e aprimoramento é preciso.

Jantar

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

“Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo”

Alunos do 6º ,7º,8º e 9º ano , quanta agitação. “A Clarice roubou pão na casa do João”, era o canto dos alunos na maior animação dentro do ônibus rumo à Trindade. Pensei, nossa, não vai ser fácil controlar os ânimos desta garotada. Mero engano, vocês entenderão posteriormente.
É pelo segundo ano consecutivo que acompanho a professora Degmar e seus alunos em visita a Vila São Cottolengo. Tais visitas encerram o Projeto Saúde e Prevenção do adolescente desenvolvido pela respectiva professora e este ano conta com a professora Thaís. As professoras mobilizaram os alunos e comunidade escolar para doarem alimentos, assim formou-se uma vasta cesta básica, a qual além de muitos mantimentos é permeada por gestos de solidariedade. Entretanto, desta feita, além da cesta, as professoras levaram algumas alunas para fazer apresentações de dança.
Fiquei impressionada com o comportamento dos alunos, a agitação deu lugar a comoção dos mesmos, dos mais pequeninos aos maiores. Eles não tiveram restrições de se aproximarem das pessoas e cumprimentá-las.
As meninas dançarinas de nosso Mundim levaram algo diferenciado para aquelas pessoas sofridas e muitas vezes marginalizadas pela nossa sociedade. O balé ensaiado pela professora Kamila do Projeto Mais Educação, na parte de dança, foi apresentado com classe e delicadeza, foi um primor tal apresentação. Depois outras meninas apresentaram uma dança menos clássica, mas, muito bonita também. Foi emocionante ver como as pessoas da Vila ficaram apreciando a dança das meninas, mesmo que algumas não entendiam o que se passava, entretanto, percebiam que algo diferenciado e mágico estava ocorrendo naquele momento.
Na recepção da Vila lemos em um quadro esta poética frase “Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo” uma frase que nos leva a reflexões múltiplas. Visitar a Vila e doar um pouco de si, enobrece nossa alma além de alegrar nossos irmãos menos favorecidos. Nossos alunos ao verem o sofrimento daquelas pessoas ficaram comovidos; na volta para Goiânia, à agitação deu lugar a serenidade reflexiva dos mesmos.
Parabéns professoras Degmar e Thaís por tão brilhante iniciativa. Parabéns também para a Kamila por preparar as meninas do balé e a Clarice e a mim também por apoiarmos a iniciativa. E lembrem-se “Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo”...

Trindade

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aniversariantes de dezembro
Os professores Edson, Mônica, Fatinha e Maria Odete e a funcionária Vera, aniversariantes do mês de dezembro tiveram seus aniversários comemorados no Mundim. Além da interação entre os colegas de trabalho, houve um compartilhamento alimentar, o qual os nutricionistas não aprovariam muito. Refrigerantes, salgados e um delicioso bolo. Se bem que tinha a mesa de frutas, composta por abacaxi, melancia e banana, entretanto, esta mesas foi pouco frequentada, ora ou outro alguém pegava uma fatia de abacaxi. Parabéns aos respectivos aniversariantes.

Aniversariantes de dezembro

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010




Presente de Natal antecipado
A arena estava armada para o confronto final, Leão X Dragão, das duas feras apenas uma ficaria na prestigiada competição. O Dragão, fera temida, por vezes encolhida no Brasileirão, decidiu sua permanência na série A, na última rodada, tudo para a última hora, assim como faz todo bom cidadão brasileiro. Este é o nosso Dragão campineiro, bem brasileiro!
Os baianos se mostraram muito receptivos, até uma serenata foi oferecida para os atletas atleticanos. Uma serenata um tanto quanto diferente, composta por fogos e buzinas e o pior, durou a noite toda. Vai ver já previam a permanência do time goiano na elite do futebol brasileiro e adiantaram a comemoração. Afinal o povo baiano é cheio de mandinga, pelo menos é o que ouvimos por aí.
O Estádio estava lotado, era gente para todo lado, afinal era a decisão do campeonato. Mesmo que seja uma decisão nostálgica, disputar a permanência na elite, mas infelizmente esta tem sido a triste realidade de nosso futebol goiano. Robston em entrevista antes do jogo disse que os torcedores poderiam gritar, mas em campo seriam onze contra onze. Robston, o coração do Dragão, tinha mesmo razão. A torcida era grande, mas toda rubro-negra, assim como são as cores do Atlético. Os atleticanos se sentiram em casa!
Um jogo nervoso, Elias o habilidoso, não conseguiu jogar. De nada adiantou a diretoria atleticana o seu contrato renovar. Marcão, o artilheiro desajeitadão, mostrou muita disposição, era cada chutão, mas sem direção. E quando acertava o rumo do gol, o chute saia fraco. Assim, não, Marcão. Juninho, o franzininho bom de bola, teve chances claras de gol; na primeira Viáfara superou, mas de cima da linha o marcador tirou e na segunda, o goleiro para escanteio mandou. O time atleticano perdeu boas oportunidades de abrir o marcador e aquele famoso ditado “Quem não faz leva” começou a afligir o torcedor. Que jogo, que emoção!
O jogo foi disputado, muito equilibrado, o Dragão não conseguindo derrotar o Leão, a catimba foi a solução. Ele deve ter aprendido com os argentinos, talvez até com os jogadores do Independiente na última quarta-feira no Serra dourada. Juninho, tadinho, muito fraquinho, não conseguia andar, para sair do gramado precisou de um jogador do vitória o levantar. Ele não gostou muito da ideia e desabou em frente da plateia. Os jogadores do Vitória ficaram muito irritados e por pouco não distribuíram pancadas para todo lado.
Gol não saiu no Barradão, mas não faltou emoção e sofrendo muita pressão, o time goiano ficou na serie A do Brasileirão. Ufa! Que sufoco!
Depois de sofrerem bastante no campeonato, os atleticanos receberam um presente de natal antecipado. E que presente!
Alinhar à direita

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

Estamos no último dia de 2010, eu desagurmentada, não disponho de palavras para definir como foi este ano e minhas expectativas para o próximo. Aliás, palavras para caracterizar tal ano e expectativas até as tenho, mas não estou disposta a torná-las coerentes. Sorte a minha, que tenho ele, meu poeta maior, para deixar uma bela mensagem poética para vocês, aliada a tal poesia deixo também a intelectuante e pacificante imagem de nosso Drummond. E que venha 2011.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Amigos compartilho com vocês mais uma vez, um artigo escrito pelo professor Gismair Teixeira, o qual também foi publicado em O Popular. Um texto no qual, nosso intelectual professor busca respaldo na teoria bakthiniana para reforçar seus argumentos com relação a eleição do palhaço Tiririca. Quanta perspicácia, meu amigo!

Mikhail Bakhtin e Tiririca

Um dos maiores gênios da literatura universal é sem dúvida alguma Fiodor Dostoiévski. Nos campos da análise literária e linguística, o seu conterrâneo Mikhail Bakhtin rivaliza com ele em importância, sendo considerado um dos maiores teóricos do século 20. Uma de suas obras mais conhecidas no Brasil é Os problemas da poética de Dostoiévski. Nesta peça ensaística sobre a produção de Dostoiévski, Bakhtin retoma os seus apontamentos de pós-graduação sobre a estética de Rabelais, quando abordou o processo de carnavalização no contexto medieval e sua expressão no campo literário.
O crítico russo trata o tema sob uma perspectiva cultural privilegiada. Segundo ele, as festas de carnaval permitem uma subversão na hierarquia dos estratos sociais, quando as classes que compõem a base da pirâmide social podem ridicularizar as que estão acima, despertando humor e não revolta nos elementos dominantes. Em outras palavras, é uma trégua na guerra de classes a que se refere Karl Marx em seus escritos. Nesta linha, ficaram famosos personagens como o pícaro e o bobo da corte, sendo conferido a este último o direito de dizer verdades para o rei que levariam ao degredo ou à forca qualquer outra pessoa.
A política brasileira, em seu ainda recente período de democracia plena, tem se revelado um terreno fértil de aplicação dos pressupostos de Bakhtin. A consagração nas urnas de artistas em declínio, jogadores de futebol em fim de carreira e outras personagens exóticas é um dado que configura esta extensão. Neste particular, o imbróglio da eleição do comediante e ex-palhaço Tiririca no último pleito é o mais recente e emblemático caso. Desde o mote de campanha do candidato, algo como “Vote em Tiririca, pior do que tá não fica”, até a sua expressiva votação e ainda as canhestras disputas judiciais em torno da legitimidade de sua eleição por conta de seu suposto analfabetismo, tudo conduz à teoria bakhtiniana da carnavalização como instância de afrouxamento dos rigores que normalmente imperam numa sociedade organizada.
Não deixa de ser picaresco em alguns aspectos os dados jurídicos apresentados no processo do comediante que tem na palavra “abestado” um bordão artístico. Segundo noticiou a imprensa, testemunhas afirmaram que Tiririca leu e compreendeu 30% daquilo que lhe foi apresentado. Como se pode mensurar a percentagem exata num caso destes é algo que ainda precisa de uma explicação convincente. Ao referir-se à carnavalização, Bakhtin fazia referência àquele período de festas mascaradas que dura cerca de uma semana, quando tudo é permitido. Na política, são quatro anos. É temerário, para dizer o mínimo.

GISMAIR MARTINS TEIXEIRA – Mestre em Literatura pela UFG e professor

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Crônica de encerramento

Pela manhã, minha amiga Elgia disse que eu poderia ter saído com ela, no amigo secreto, é bom que se ressalte, para que eu pudesse escrever um texto para ela; fiquei pensando quanta consideração de minha amiga com meus escritos. Pois bem Elgia, escrevo um texto em especial para você e para todos do meu Mundim, e ao final revelarei o nome de meu amigo(a) secreto(a).
Meus amigos, mais um ano está terminando, o natal está chegando e a nossa vida passando. Os anos passam tão rápido, outro dia era pequena, se bem que ainda continuo pequena, melhor dizendo, outro dia eu era criança, agora eu já tenho duas crianças, semi-adolescentes, mas ainda não tenho cabelos brancos. Nossa vida passa muito rápido, se não tomarmos cuidado passamos por ela sem ao menos de fato viver. Por que escrever isso? Ao certo não sei, talvez pelo fato de estarmos encerrando mais um ano de vida, mais um ano de trabalho e começando fazer planos para 2011.
E o nosso ano de 2010 como foi? Cada um tem sua resposta, mas o certo é que todos tentamos cumprir as promessas que fizemos no ano anterior, vivemos neste ciclo vicioso. Passamos boa parte de nosso tempo em nosso local de trabalho, por isso temos que apreciá-lo.
O ano de 2010 em nosso Mundim foi de várias conquistas, tanto na parte física da escola quanto na pedagógica. Todo dia quando chego pela manhã na escola fico admirando a frente da mesma; o gramado e a fonte deram um maior brilho ao nosso cotidiano; mesmo que a fonte ainda não esteja funcionando. A arena construída para apresentações diversas é um espetáculo; agora temos até uma quadra de areia. Computadores novos com telas de LCD; internet sem fio para nós e para os alunos também, aquele sistema que nunca consigo falar o nome certo, imaginem escrever, nem ousei. Dentre outras coisas, depois me ajudem a lembrar...
Na parte pedagógica aderimos ao ressignificando, os alunos é que trocam de sala; contamos com as salas ambientes, ficamos em segundo lugar em Goiânia nas notas do ENEM; tivemos o primeiro lugar do prêmio estadual de poesia em Super dotação, conquistado pelo nosso menino poeta, Marcos Jefferson; o representante goiano na Casa Branca, Gabriel Santos; vários alunos aprovados na 1ª fase do vestibular da UFG... Até os chineses vieram conhecer a escola modelo, está certo que nossa escola é exceção, mas foi privilegiada pela contestada Secretária da Educação. Além de contarmos com vários projetos desenvolvidos na escola; temos o Mais Educação, a dança do balé é uma sedução; o projeto saúde e prevenção, que grande lição e que vontade de roubar um pé de alface da Horta do professor João.
São conquistas de extrema relevância alcançadas durante este ano e tudo graças ao empenho das pessoas que trabalham no Waldemar Mundim. Não menciono uma pessoa em especial, mas sim o trabalho coletivo desenvolvido por todos nós, cada um teve/tem seu grau de contribuição para que a escola esteja em destaque atualmente.
Depois de tanto escrever, e cansar os ouvidos de vocês com meus escritos, sem muitos rodeios revelo o nome de minha amiga secreta. Fiquei enormemente feliz ao pegar o nome dela; ela é uma pessoa incrível, a qual admiro muito, entretanto, não consigo qualificá-la, ah minha amiga secreta, como qualificar minha amiga secreta? Minha amiga secreta é a Benízia.
Perseverar é preciso

No dia 16 de dezembro foi realizado no Mundim o jantar de formatura dos terceiros anos, foi um evento marcante para os respectivos alunos. Concluir o Ensino Médio é uma etapa importante para dar prosseguimento a vida acadêmica e profissional dos estudantes, quantos ficaram pelo caminho. Os alunos e as alunas estavam muito empolgados com a conclusão desta etapa de ensino e capricharam no visual, a Ângela que o diga. Parabéns a todos vocês pela persistência e que continuem perseverando em busca do conhecimento, pois ele poderá proporcionar coisas maravilhosas na vida de vocês. Perseverar em busca de conhecimento e aprimoramento é preciso.

Jantar

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

“Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo”

Alunos do 6º ,7º,8º e 9º ano , quanta agitação. “A Clarice roubou pão na casa do João”, era o canto dos alunos na maior animação dentro do ônibus rumo à Trindade. Pensei, nossa, não vai ser fácil controlar os ânimos desta garotada. Mero engano, vocês entenderão posteriormente.
É pelo segundo ano consecutivo que acompanho a professora Degmar e seus alunos em visita a Vila São Cottolengo. Tais visitas encerram o Projeto Saúde e Prevenção do adolescente desenvolvido pela respectiva professora e este ano conta com a professora Thaís. As professoras mobilizaram os alunos e comunidade escolar para doarem alimentos, assim formou-se uma vasta cesta básica, a qual além de muitos mantimentos é permeada por gestos de solidariedade. Entretanto, desta feita, além da cesta, as professoras levaram algumas alunas para fazer apresentações de dança.
Fiquei impressionada com o comportamento dos alunos, a agitação deu lugar a comoção dos mesmos, dos mais pequeninos aos maiores. Eles não tiveram restrições de se aproximarem das pessoas e cumprimentá-las.
As meninas dançarinas de nosso Mundim levaram algo diferenciado para aquelas pessoas sofridas e muitas vezes marginalizadas pela nossa sociedade. O balé ensaiado pela professora Kamila do Projeto Mais Educação, na parte de dança, foi apresentado com classe e delicadeza, foi um primor tal apresentação. Depois outras meninas apresentaram uma dança menos clássica, mas, muito bonita também. Foi emocionante ver como as pessoas da Vila ficaram apreciando a dança das meninas, mesmo que algumas não entendiam o que se passava, entretanto, percebiam que algo diferenciado e mágico estava ocorrendo naquele momento.
Na recepção da Vila lemos em um quadro esta poética frase “Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo” uma frase que nos leva a reflexões múltiplas. Visitar a Vila e doar um pouco de si, enobrece nossa alma além de alegrar nossos irmãos menos favorecidos. Nossos alunos ao verem o sofrimento daquelas pessoas ficaram comovidos; na volta para Goiânia, à agitação deu lugar a serenidade reflexiva dos mesmos.
Parabéns professoras Degmar e Thaís por tão brilhante iniciativa. Parabéns também para a Kamila por preparar as meninas do balé e a Clarice e a mim também por apoiarmos a iniciativa. E lembrem-se “Nem a lua precisa do corpo inteiro para encantar o mundo”...

Trindade

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aniversariantes de dezembro
Os professores Edson, Mônica, Fatinha e Maria Odete e a funcionária Vera, aniversariantes do mês de dezembro tiveram seus aniversários comemorados no Mundim. Além da interação entre os colegas de trabalho, houve um compartilhamento alimentar, o qual os nutricionistas não aprovariam muito. Refrigerantes, salgados e um delicioso bolo. Se bem que tinha a mesa de frutas, composta por abacaxi, melancia e banana, entretanto, esta mesas foi pouco frequentada, ora ou outro alguém pegava uma fatia de abacaxi. Parabéns aos respectivos aniversariantes.

Aniversariantes de dezembro

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010




Presente de Natal antecipado
A arena estava armada para o confronto final, Leão X Dragão, das duas feras apenas uma ficaria na prestigiada competição. O Dragão, fera temida, por vezes encolhida no Brasileirão, decidiu sua permanência na série A, na última rodada, tudo para a última hora, assim como faz todo bom cidadão brasileiro. Este é o nosso Dragão campineiro, bem brasileiro!
Os baianos se mostraram muito receptivos, até uma serenata foi oferecida para os atletas atleticanos. Uma serenata um tanto quanto diferente, composta por fogos e buzinas e o pior, durou a noite toda. Vai ver já previam a permanência do time goiano na elite do futebol brasileiro e adiantaram a comemoração. Afinal o povo baiano é cheio de mandinga, pelo menos é o que ouvimos por aí.
O Estádio estava lotado, era gente para todo lado, afinal era a decisão do campeonato. Mesmo que seja uma decisão nostálgica, disputar a permanência na elite, mas infelizmente esta tem sido a triste realidade de nosso futebol goiano. Robston em entrevista antes do jogo disse que os torcedores poderiam gritar, mas em campo seriam onze contra onze. Robston, o coração do Dragão, tinha mesmo razão. A torcida era grande, mas toda rubro-negra, assim como são as cores do Atlético. Os atleticanos se sentiram em casa!
Um jogo nervoso, Elias o habilidoso, não conseguiu jogar. De nada adiantou a diretoria atleticana o seu contrato renovar. Marcão, o artilheiro desajeitadão, mostrou muita disposição, era cada chutão, mas sem direção. E quando acertava o rumo do gol, o chute saia fraco. Assim, não, Marcão. Juninho, o franzininho bom de bola, teve chances claras de gol; na primeira Viáfara superou, mas de cima da linha o marcador tirou e na segunda, o goleiro para escanteio mandou. O time atleticano perdeu boas oportunidades de abrir o marcador e aquele famoso ditado “Quem não faz leva” começou a afligir o torcedor. Que jogo, que emoção!
O jogo foi disputado, muito equilibrado, o Dragão não conseguindo derrotar o Leão, a catimba foi a solução. Ele deve ter aprendido com os argentinos, talvez até com os jogadores do Independiente na última quarta-feira no Serra dourada. Juninho, tadinho, muito fraquinho, não conseguia andar, para sair do gramado precisou de um jogador do vitória o levantar. Ele não gostou muito da ideia e desabou em frente da plateia. Os jogadores do Vitória ficaram muito irritados e por pouco não distribuíram pancadas para todo lado.
Gol não saiu no Barradão, mas não faltou emoção e sofrendo muita pressão, o time goiano ficou na serie A do Brasileirão. Ufa! Que sufoco!
Depois de sofrerem bastante no campeonato, os atleticanos receberam um presente de natal antecipado. E que presente!
Alinhar à direita