terça-feira, 23 de novembro de 2010


“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, sempre ouvimos e/ou mesmo repetimos esta representativa frase do poeta português Fernando Pessoa, entretanto, pouco conhecemos o poema que abriga tal frase. Essa frase faz parte de tudo que faço em minha vida, pois quando fazemos as coisas com dedicação e amor, por mais ínfimas que sejam, tais coisas com certeza valerão a pena. Não sei se minha alma é grande, mas penso que tenho uma alma... não sei como qualificar. Aliás como qualificar uma alma? Não sei, penso que nossas almas são como o mar, ora como as ondas tranquilas, ora como as ondas totalmente agitadas. Algumas almas são rasas, sem a mínima expectativa de aprofundarem-se, entretanto, podem ser surpreendidas pelas areias, as quais não oferecem um porto seguro e se veem perdidas nas profundezas sem saberem o que fazer. Outras são profundas, sempre procurando desvendar os mistérios da imensidão submersa do mar. Têm umas almas que só absorvem as águas turvas do mar, passando por uma vida sem ao menos o azul do mar enxergar... Queria continuar falando sobre almas, mas não consigo, então meus amigos e amigas, me ajudem a dar continuidade... Agora compartilho com vocês o poema que incorpora tão brilhante frase:

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa


Um comentário:

  1. Nossa Lívia, que lindo!!!!
    Adoro poesia. Queria ter veia poética, mas
    não tenho, infelizmente.....Beijos

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terça-feira, 23 de novembro de 2010


“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”

“Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, sempre ouvimos e/ou mesmo repetimos esta representativa frase do poeta português Fernando Pessoa, entretanto, pouco conhecemos o poema que abriga tal frase. Essa frase faz parte de tudo que faço em minha vida, pois quando fazemos as coisas com dedicação e amor, por mais ínfimas que sejam, tais coisas com certeza valerão a pena. Não sei se minha alma é grande, mas penso que tenho uma alma... não sei como qualificar. Aliás como qualificar uma alma? Não sei, penso que nossas almas são como o mar, ora como as ondas tranquilas, ora como as ondas totalmente agitadas. Algumas almas são rasas, sem a mínima expectativa de aprofundarem-se, entretanto, podem ser surpreendidas pelas areias, as quais não oferecem um porto seguro e se veem perdidas nas profundezas sem saberem o que fazer. Outras são profundas, sempre procurando desvendar os mistérios da imensidão submersa do mar. Têm umas almas que só absorvem as águas turvas do mar, passando por uma vida sem ao menos o azul do mar enxergar... Queria continuar falando sobre almas, mas não consigo, então meus amigos e amigas, me ajudem a dar continuidade... Agora compartilho com vocês o poema que incorpora tão brilhante frase:

Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa


Um comentário:

  1. Nossa Lívia, que lindo!!!!
    Adoro poesia. Queria ter veia poética, mas
    não tenho, infelizmente.....Beijos

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