segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Saudades do Mundim

Já são quase 20 dias distante das minhas funções no Waldemar Mundim. Que saudades do Mundim!
De segunda a sexta-feira às 6h40 eu adentro o portão do colégio. Sempre chego radiante cumprimentando todos que encontro pelo caminho. Neste horário, sempre tem uma aluna em especial na porta do Colégio, é uma aluna do 3º ano, lembro-me perfeitamente da imagem dela, entretanto, não sei o nome dela. E o interessante é que na maioria das vezes quando eu vou embora entre 12h15 e 12h30 esta mesma aluna está lá; por vezes ela até se diverte com minhas barberagens ao retirar meu carro do estacionamento. Sinto falta dela. Assim como sinto falta de todos do Mundim.
O primeiro lugar que vou quando chego é a cozinha:
- Bom dia Vera, bom dia dona Venina ..... como estão vocês? Vera, Veríssima, seu nome me faz lembrar dos ilustres Veríssimos, pai e filho. O cheirinho do café está bom...
Tomo um copo de café, isso mesmo, não gosto de tomar café em xícara. E logo chegam mais colegas. A Elgia, a Sônia Moura, a Inês... a conversa fica animada. É bom começar o dia de trabalho assim.
-Bom dia professor Jocundo, está tudo certo? O professor Jocundo é coordenador do turno matutino, homem sério, pulso firme, mas um ser humano incrível.
- Bom dia chefíssima. Refiro-me a Elienes também coordenadora do matutino, ela é o poço da seriedade, mas um amor de pessoa. Ela quase não ri, isso por vezes me incomoda, ela tem que rir mais...
-Bom dia Edson, já sarei. Edson é o vice-diretor, ele sempre me pergunta se eu já sarei, o engraçado é que eu nunca estive doente. Ele é casado com a professora Eleuza.
-Tudo bem Aires? Quando teremos teatro novamente na escola? Sempre pergunto isto para ele, sou apaixonada por Teatro e é uma forma atrativa de inserir nossos alunos em atividades culturais. Aires é o diretor da escola.
E por falar em Teatro, temos um professor ator na escola, Kléber Alves e uma uma professora atriz, Cyntia Rodrigues.
-Clarice e o seu Grêmio? Ela é uma gaúcha gremista, professora de matemática e bibliotecária do matutino.
-Vítor, estes times nossos estão muito feios.
A professora Tânia se parece muito com aquela índia do filme “Uma noite no museu”, sempre falo isso para ela e depois fico rindo. E ela diz: Lívia, Lívia esta moça é muito feia? Numa ocasião a professora atriz Cyntia , a qual é muito sapeca, estava por perto e disse: Uai ela se parece com você, você se acha feia?
Assim logo me dirijo para o meu canto na escola, o Laboratório de Informática, o qual fica próximo a Sala de Vídeo e do Laboratório de Línguas. O professor José Pereira é o responsável por estas duas salas, ele é uma gracinha, esquecido que só. Mas todos nós esquecemos um pouco, tem momentos que me esqueço de esquecer das pessoas que eu gosto...
Logo aparecem por lá o menino poeta, Marcos Jefferson, a nossa poetisa Patrícia, Robson, gênio dos recursos tecnológicos, Júlio César, a Nicole, a ...
Lívia, Livinha, Tia, Professora, Menininha, assim sou chamada por colegas e alunos do Mundim. Adoro que me chamem de Livinha, o professor Jocundo e a professora Mônica sempre me chamam assim. Agora, muitos alunos insistem em me chamar de Tia, não gosto muito não... Menininha, quem me chama desta forma é a Fatinha; adoro também ser chamada assim.
Já estava me esquecendo de falar dos meus pupilos, os bolsistas da UFG desorientados por mim, digo orientados. Eles são... meus pupilos. A Edes os conhece bem.
No vespertino também compareço ao Mundim, uma vez por semana, para acompanhar duas bolsistas, elas estão desenvolvendo o projeto nas aulas da professora Fatinha.
-Fatinha cadê a Bia, estou com saudades dela. Bia é netinha da Fatinha. Que danadinha!
-Oi Val. Ela é a coordenadora do vespertino, antes ela era dinamizadora do laboratório de informática, quando iniciei minhas atividades como dinamizadora ela me ajudou muito. Obrigadíssima, Val. E a Nicinha? Atualmente é coordenadora do turno vespertino também, mas antes trabalhava no Laboratório de Línguas pela manhã. Era muito bom trabalhar junto com ela, nos trabalhávamos e nos divertíamos muito também.
A professora Degmar... quando num dia destes passei rapidamente no Mundim para minhas faltas justificar, a professora Degmar veio comigo falar, me viu segurando para não chorar e tentou me consolar, entretanto, suas palavras amigas me fizeram emocionar mais ainda. A dona Terezinha disse que estou fazendo falta lá. Fatinha, dona Terezinha, que saudades da Izabelzinha. A Professora Thaís é uma gracinha.
No noturno dou aulas de Redação e Português as segundas e sextas-feiras, dois dias extremos da semana. É arrumação do coordenador Alessandro, ele se diz fazer de tudo para que o meu horário fique excelente, ele diz que se for preciso me coloca para trabalhar no sábado e no domingo. Quase morro de rir dele! Na segunda minhas aulas são as três últimas e eu que sou uma pessoa nem um pouco ansiosa, as 18h30 já me encontro na escola. Ele faz o que pode com o horário e só o fato dele jamais me colocar para dar aulas na quarta à noite...
E a Benízia? Bem, a Benízia, a Benízia... ela é uma pessoa... hum, como eu poderia qualificá-la?! Quando chego dou um abração nela e tanto ela quanto o Alessandro ficam numa felicidade só, pois não precisarão se preocupar em subir aulas. E como eu chego mais cedo o Alessandro fica procurando alguma coisa para eu fazer. A professora Neusa é uma verdadeira deusa da serenidade. A professora Cinira é uma jovem professora muito séria, muito amiga da também jovem professora Paula, sempre pergunto: Paula, você está indo para a sala de aula? Sou mestre em ficar fazendo estas rimas bobas.
-Professor Gismair, cuidado para não cair. De pronto ele diz: Lívia você veio da Bolívia? Pergunto para a professora Maria José se ela lavou o pé e para a professora Janete se ela mascou chiclete. Elas ficam umas araras comigo... Janete, que rima com Gildete e Maria Odete. A professora Sônia não sofre de insônia, afirmo isso com propriedade. Juntamente com ela fiz o curso Corrigindo redações na UFG, foram dois finais de semana, sábado e domingo o dia todo. Íamos almoçar juntas e ela nem passava perto de alface, pois segundo ela, se ela comesse alface dormiria a tarde toda. E o Davi, será que comeu pequi, ou siri? Nunca perguntei isto para ele, mas deu uma rima até boa.
-Dona Sebastiana diz para mim quem a senhora ama. Também nunca disse isso para ela, vez que ela é muito séria...Vai que ela não gosta...
O professor Edmilson, diz que eu sou engraçada...
Lúcia, Wagda,Weidilene,Solange, Divina, Michel, Moisés, Guardas do Mundim, Edna, Amparo, Sueli, Mirian, Dionísio, Emerson, Paula(temos duas Paulas), Pablo(não é o Picasso)... é muita gente e acho que acabei esquecendo muitos, de antemão peço desculpas por esta minha falta de atenção.
Com relação aos meus alunos, não vou mencionar nomes, vez que são muitos e o texto já está muito extenso, escreverei um texto exclusivo falando deles.
Deixei para falar por último da Estela. Será que a Estela gosta de costela? Não sei dos gostos dela, mas agradeço muito a ela, pois foi ela que me trouxe para o Mundim. Agradeçam e/ou critiquem a Estela por eu fazer parte do Mundim e jamais me cansarei de repetir que tenho orgulho de ser professora e de trabalhar no Waldemar Mundim: um Mundim repleto de saber e interatividade.
Saudades de todos vocês, logo estarei de volta. Um abração no coração de vocês. Abraço no coração?!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma nova pupila
Eu já apresentei alguns de meus pupilos/bolsistas, como o Rafael, a Izabela, a Paula e a Elizabeth, agora chegou a vez da Lídia. Leiam e vejam o trabalho que ela desenvolveu:
Quebra-cabeça textual

No trabalho de leitura interpretação que desenvolvi hoje, os alunos se dividiram em três grupos para descobrir o que o texto dizia. Tiveram que montá-lo antes. Isso porque o texto estava em forma de quebra-cabeça. Como já era esperado saíram textos diferentes do original, mas o sentido e o tema permaneceram, foi um exercício de reflexão, interação e criatividade. Para eles perceberem a importância e onde utilizar as preposições eu as retirei do texto antes e pedi que eles criassem o texto e encontrassem a preposição correta.
Lídia Carla
2010-09-23

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Parabéns para Bocelli
Dia 22 de setembro de 1958 nascia Andrea Bocelli para emocionar o mundo com sua bela voz e com canções extremamente românticas. Parabéns, grande tenor italiano, esperamos que continue nos emocionando por muitos anos. Vejam e ouçam esta canção interpretada por ele e Sarah Brightman, é magnífica:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Que momento lindo parte 2!

Retomando ao momento lindo vivido por mim, descobri o nome das simpáticas pessoas que fizeram a memorável serenata na porta da minha casa, a partir de uma das seresteiras, Karine Serrano, são elas: Nonato Mendes no cavaco, Zé Calistrato no violão e voz, nas vozes: Karine Serrano, Eloisa Mendes, Marlene Honostório, Goiana e Marley. As palavras que se seguem são da jornalista Marley, imaginem como eu me senti ao lê-las : “Lívia, vc conseguiu me deixar muda... Obrigada! Vale a pena trabalhar quando sabemos que o nosso trabalho é reconhecido.
Um grande beijo!” Estou muito sensibilizada pelas suas palavras, Marley. Aproveito para agradecer novamente a todos os seresteiros pela inesquecível serenata e para compartilhar com vocês as imagens deles, pois na ocasião tirei algumas fotos:
Seresteiros
Fora de campo/De volta ao campo

Provas para elaborar, diário para organizar, planos de aula, aulas do mestrado, artigos para entregar, congresso em João Pessoa, atualizar o blog da escola... Em síntese ocupar papéis diversificados: mãe,esposa, professora, aluna, dinamizadora... Ufa! Um cotidiano comum, mas tomado de atividades, as quais são desempenhadas com muita dedicação. É, mas por vezes a vida nos surpreende e eu que andava a 1000 com tantas atribuições tive que pausar tudo e tirar meu time de campo. Fiquei atordoada nestes últimos dias, entretanto, minhas atividades não diminuíram e sim foram substituídas por outras não muito agradáveis: a correria entre hospital, sede do IPASGO e minha casa. Que saudade do meu cotidiano comum! Agora, aos poucos as coisas estão normalizando, estou voltando ao campo. E retorno publicando um poema do Professor Luciano Byron:

BRAÇO: DEUS EM SI

O braço...
Alva seta, flecha certa!
Arredondado, mas sem excessos,
Contornado pelos predicativos.

O braço que me envolve
Não é real, é abstrato...
Nas cenas, o braço me abraça,
O sonho parece o viver,
A cena é clara:
O braço acena que há desejo.

O braço...
Entre ele e o recôndito secreto,
Busco pistas de confirmação.

O braço...
Natural, sem artificialidades,
Sem banalidades:
Capaz de enlouquecer o poeta.

Prof. Luciano Byron

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Que momento lindo!

"Saudade palavra triste quando se perde um grande amor..." Estava eu, ontem, assistindo ao jogo entre São Paulo e Atlético Goiano(é claro), quando umas pessoas simpáticas se reuniram na porta de minha casa e começaram a cantar esta belíssima canção “Meu primeiro amor”. Num primeiro momento fiquei sem reação, pensei: "Nossa o que é isso?! Depois ainda sem sair de dentro de minha sala continuei apreciando tamanha beleza e pensando: "Não vou sair lá fora, pois pode ser engano e eles vão parar de cantar". Assim, quando terminaram de cantar este primor acendi a luz da garagem e finalmente desentoquei de minha sala. Elogiei bastante as simpáticas pessoas e logo elas me esclareceram do que se tratara: elas faziam parte do projeto “Revirada Cultural "promovido pela prefeitura de Goiânia. Aproveitei a oportunidade, pedi para elas cantarem mais uma música e elas prontamente me atenderam; cantaram “Noites goianas”. Que momento lindo vivi ontem, serenata é emocionante demais; como tal tradição pôde ir se perdendo?! Imaginem a emoção que deve ser você receber uma serenata da pessoa amada?! Abaixo coloquei um vídeo da música “Meu primeiro amor” interpretada por Cascatinha e Inhana:


O lirismo está no ar
Relato da oficina dos bolsistas Rafael e Izabela, a qual foi ministrada pela Izabela.

Dizer Poemas

Nessa oficina trabalhamos com a leitura dramática de diversos poemas. O nosso objetivo foi levar ao conhecimento dos alunos poemas e poetas consagrados da literatura clássica e descobrir a importância de ouvir e de dizer poemas como forma de penetrar o sentido do texto através dos recursos sonoros e apreender a intencionalidade do autor.
Tivemos como convidada a aluna Ariana Nunes, que, juntamente comigo, faz parte do grupo 'Leitura em Corpo de Voz' coordenado pelo professor Jamesson Buarque, na faculdade de Letras da UFG.
Iniciamos nosso trabalho com a Leitura de 'Trem de Ferro' de Manuel Bandeira, leitura em conjunto para o aquecimento das que viriam a seguir. Depois trabalhamos com poemas de Carlos Drummond de Andrade, Ivan Junqueira, Mario de Andrade, Florbela Espanca, José Paulo Paes e Luis Fernando Veríssimo.
Foi um trabalho muito interessante pois através da apreciação oral percebemos melhor as sensações e impressões passadas pelo jogo sonoro e identificamos esquemas de organização, ritmo, repetições e construções sonoras formadas pelos poetas.
Porém, mais que uma percepção estetico-sonora, os alunos foram levados a buscar o sentido dos poemas lidos. Para tanto, os alunos realizavam a leitura e eram instigados a interpretá-la, por levantamento de hipóteses. Após um consenso do que se tratavam os textos, com a emoção e a intencionalidade do autor, era melhor desenvolvidas as estratégias de leitura dramática apresentada. Foi um trabalho divertido e contamos com a participação de todos da classe.

2010-09-03

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Mundim no Teatro

Os Alunos dos 9º anos do Waldemar Mundim foram agraciados com um passeio cultural no Teatro de Tábuas. Além de se divertirem com a peça o “Fim da Picada”, eles ampliaram seus conhecimentos sobre uma doença pouco mencionada, a leichmaniose. Na ocasião os alunos concederam entrevistas para o repórter Murilo Santos da Tv Anhanguera e enfatizaram a imensa satisfação do passeio realizado. É muito importante a iniciativa dos idealizadores do Circuito estrada a fora ao levar o teatro até determinada cidade, Goiânia é a cidade da vez. A partir do entretenimento com a arte e cultura abordam conteúdos de cunho social e informativo. Eu, professora Lívia Aparecida, juntamente com meus colegas Andréia, Cyntia, Dionísio e José Pereira, queremos parabenizar os alunos pelo comportamento exemplar durante todo nosso passeio cultural.

Teatro de Tábuas

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lendo e entendendo
O relato seguinte foi feito pelas bolsistas Paula Sena e Elizabeth Morena sobre uma das oficinas desenvolvidas por elas (oficinas estas que fazem parte do projeto que elas estão desenvolvendo na escola). Vocês já conhecem quatro bolsistas, só restam mais quatro; logo, logo eu os apresento aqui neste espaço.

Relato da oficina
No encontro de hoje trabalhamos com a interpretação de uma fábula que foi entregue no encontro da semana anterior. Para retomarmos o assunto da fábula foi realizada uma leitura da mesma em voz alta, em forma de contação de histórias. Em seguida, foi aberta uma discussão quanto a interpretação da fábula, afim de compreender a “moral da história”. A discussão foi significativa, pois houve participação de vários alunos. Após realizada essa discussão, propomos a leitura de dois textos: A cigarra e a formiga, de La Fontaine e Cigarras e Formigas, de Ziraldo. No primeiro texto, um aluno se posicionou diante da turma e realizou uma leitura em voz alta. Após essa leitura, discutimos sobre a compreensão do texto e apresentamos sucintamente sobre o escritor francês La Fontaine. No segundo texto, como se tratava de uma história em quadrinhos, dividimos as falas das personagens para que cada aluno lesse. Vale ressaltar que a participação dos alunos que leram foi espontânea e que tanto os alunos que haviam lido em voz alta como os que não participaram – nem lendo nem discutindo – no encontro da semana anterior (24.08) participaram da oficina de hoje. Nesta oficina, sublinhamos algumas participações como dos alunos Lucas, Paulo, Elisângela, Allyne e Diego.
Elizabeth Morena e Paula Sena.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Saudades do Mundim

Já são quase 20 dias distante das minhas funções no Waldemar Mundim. Que saudades do Mundim!
De segunda a sexta-feira às 6h40 eu adentro o portão do colégio. Sempre chego radiante cumprimentando todos que encontro pelo caminho. Neste horário, sempre tem uma aluna em especial na porta do Colégio, é uma aluna do 3º ano, lembro-me perfeitamente da imagem dela, entretanto, não sei o nome dela. E o interessante é que na maioria das vezes quando eu vou embora entre 12h15 e 12h30 esta mesma aluna está lá; por vezes ela até se diverte com minhas barberagens ao retirar meu carro do estacionamento. Sinto falta dela. Assim como sinto falta de todos do Mundim.
O primeiro lugar que vou quando chego é a cozinha:
- Bom dia Vera, bom dia dona Venina ..... como estão vocês? Vera, Veríssima, seu nome me faz lembrar dos ilustres Veríssimos, pai e filho. O cheirinho do café está bom...
Tomo um copo de café, isso mesmo, não gosto de tomar café em xícara. E logo chegam mais colegas. A Elgia, a Sônia Moura, a Inês... a conversa fica animada. É bom começar o dia de trabalho assim.
-Bom dia professor Jocundo, está tudo certo? O professor Jocundo é coordenador do turno matutino, homem sério, pulso firme, mas um ser humano incrível.
- Bom dia chefíssima. Refiro-me a Elienes também coordenadora do matutino, ela é o poço da seriedade, mas um amor de pessoa. Ela quase não ri, isso por vezes me incomoda, ela tem que rir mais...
-Bom dia Edson, já sarei. Edson é o vice-diretor, ele sempre me pergunta se eu já sarei, o engraçado é que eu nunca estive doente. Ele é casado com a professora Eleuza.
-Tudo bem Aires? Quando teremos teatro novamente na escola? Sempre pergunto isto para ele, sou apaixonada por Teatro e é uma forma atrativa de inserir nossos alunos em atividades culturais. Aires é o diretor da escola.
E por falar em Teatro, temos um professor ator na escola, Kléber Alves e uma uma professora atriz, Cyntia Rodrigues.
-Clarice e o seu Grêmio? Ela é uma gaúcha gremista, professora de matemática e bibliotecária do matutino.
-Vítor, estes times nossos estão muito feios.
A professora Tânia se parece muito com aquela índia do filme “Uma noite no museu”, sempre falo isso para ela e depois fico rindo. E ela diz: Lívia, Lívia esta moça é muito feia? Numa ocasião a professora atriz Cyntia , a qual é muito sapeca, estava por perto e disse: Uai ela se parece com você, você se acha feia?
Assim logo me dirijo para o meu canto na escola, o Laboratório de Informática, o qual fica próximo a Sala de Vídeo e do Laboratório de Línguas. O professor José Pereira é o responsável por estas duas salas, ele é uma gracinha, esquecido que só. Mas todos nós esquecemos um pouco, tem momentos que me esqueço de esquecer das pessoas que eu gosto...
Logo aparecem por lá o menino poeta, Marcos Jefferson, a nossa poetisa Patrícia, Robson, gênio dos recursos tecnológicos, Júlio César, a Nicole, a ...
Lívia, Livinha, Tia, Professora, Menininha, assim sou chamada por colegas e alunos do Mundim. Adoro que me chamem de Livinha, o professor Jocundo e a professora Mônica sempre me chamam assim. Agora, muitos alunos insistem em me chamar de Tia, não gosto muito não... Menininha, quem me chama desta forma é a Fatinha; adoro também ser chamada assim.
Já estava me esquecendo de falar dos meus pupilos, os bolsistas da UFG desorientados por mim, digo orientados. Eles são... meus pupilos. A Edes os conhece bem.
No vespertino também compareço ao Mundim, uma vez por semana, para acompanhar duas bolsistas, elas estão desenvolvendo o projeto nas aulas da professora Fatinha.
-Fatinha cadê a Bia, estou com saudades dela. Bia é netinha da Fatinha. Que danadinha!
-Oi Val. Ela é a coordenadora do vespertino, antes ela era dinamizadora do laboratório de informática, quando iniciei minhas atividades como dinamizadora ela me ajudou muito. Obrigadíssima, Val. E a Nicinha? Atualmente é coordenadora do turno vespertino também, mas antes trabalhava no Laboratório de Línguas pela manhã. Era muito bom trabalhar junto com ela, nos trabalhávamos e nos divertíamos muito também.
A professora Degmar... quando num dia destes passei rapidamente no Mundim para minhas faltas justificar, a professora Degmar veio comigo falar, me viu segurando para não chorar e tentou me consolar, entretanto, suas palavras amigas me fizeram emocionar mais ainda. A dona Terezinha disse que estou fazendo falta lá. Fatinha, dona Terezinha, que saudades da Izabelzinha. A Professora Thaís é uma gracinha.
No noturno dou aulas de Redação e Português as segundas e sextas-feiras, dois dias extremos da semana. É arrumação do coordenador Alessandro, ele se diz fazer de tudo para que o meu horário fique excelente, ele diz que se for preciso me coloca para trabalhar no sábado e no domingo. Quase morro de rir dele! Na segunda minhas aulas são as três últimas e eu que sou uma pessoa nem um pouco ansiosa, as 18h30 já me encontro na escola. Ele faz o que pode com o horário e só o fato dele jamais me colocar para dar aulas na quarta à noite...
E a Benízia? Bem, a Benízia, a Benízia... ela é uma pessoa... hum, como eu poderia qualificá-la?! Quando chego dou um abração nela e tanto ela quanto o Alessandro ficam numa felicidade só, pois não precisarão se preocupar em subir aulas. E como eu chego mais cedo o Alessandro fica procurando alguma coisa para eu fazer. A professora Neusa é uma verdadeira deusa da serenidade. A professora Cinira é uma jovem professora muito séria, muito amiga da também jovem professora Paula, sempre pergunto: Paula, você está indo para a sala de aula? Sou mestre em ficar fazendo estas rimas bobas.
-Professor Gismair, cuidado para não cair. De pronto ele diz: Lívia você veio da Bolívia? Pergunto para a professora Maria José se ela lavou o pé e para a professora Janete se ela mascou chiclete. Elas ficam umas araras comigo... Janete, que rima com Gildete e Maria Odete. A professora Sônia não sofre de insônia, afirmo isso com propriedade. Juntamente com ela fiz o curso Corrigindo redações na UFG, foram dois finais de semana, sábado e domingo o dia todo. Íamos almoçar juntas e ela nem passava perto de alface, pois segundo ela, se ela comesse alface dormiria a tarde toda. E o Davi, será que comeu pequi, ou siri? Nunca perguntei isto para ele, mas deu uma rima até boa.
-Dona Sebastiana diz para mim quem a senhora ama. Também nunca disse isso para ela, vez que ela é muito séria...Vai que ela não gosta...
O professor Edmilson, diz que eu sou engraçada...
Lúcia, Wagda,Weidilene,Solange, Divina, Michel, Moisés, Guardas do Mundim, Edna, Amparo, Sueli, Mirian, Dionísio, Emerson, Paula(temos duas Paulas), Pablo(não é o Picasso)... é muita gente e acho que acabei esquecendo muitos, de antemão peço desculpas por esta minha falta de atenção.
Com relação aos meus alunos, não vou mencionar nomes, vez que são muitos e o texto já está muito extenso, escreverei um texto exclusivo falando deles.
Deixei para falar por último da Estela. Será que a Estela gosta de costela? Não sei dos gostos dela, mas agradeço muito a ela, pois foi ela que me trouxe para o Mundim. Agradeçam e/ou critiquem a Estela por eu fazer parte do Mundim e jamais me cansarei de repetir que tenho orgulho de ser professora e de trabalhar no Waldemar Mundim: um Mundim repleto de saber e interatividade.
Saudades de todos vocês, logo estarei de volta. Um abração no coração de vocês. Abraço no coração?!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma nova pupila
Eu já apresentei alguns de meus pupilos/bolsistas, como o Rafael, a Izabela, a Paula e a Elizabeth, agora chegou a vez da Lídia. Leiam e vejam o trabalho que ela desenvolveu:
Quebra-cabeça textual

No trabalho de leitura interpretação que desenvolvi hoje, os alunos se dividiram em três grupos para descobrir o que o texto dizia. Tiveram que montá-lo antes. Isso porque o texto estava em forma de quebra-cabeça. Como já era esperado saíram textos diferentes do original, mas o sentido e o tema permaneceram, foi um exercício de reflexão, interação e criatividade. Para eles perceberem a importância e onde utilizar as preposições eu as retirei do texto antes e pedi que eles criassem o texto e encontrassem a preposição correta.
Lídia Carla
2010-09-23

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Parabéns para Bocelli
Dia 22 de setembro de 1958 nascia Andrea Bocelli para emocionar o mundo com sua bela voz e com canções extremamente românticas. Parabéns, grande tenor italiano, esperamos que continue nos emocionando por muitos anos. Vejam e ouçam esta canção interpretada por ele e Sarah Brightman, é magnífica:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Que momento lindo parte 2!

Retomando ao momento lindo vivido por mim, descobri o nome das simpáticas pessoas que fizeram a memorável serenata na porta da minha casa, a partir de uma das seresteiras, Karine Serrano, são elas: Nonato Mendes no cavaco, Zé Calistrato no violão e voz, nas vozes: Karine Serrano, Eloisa Mendes, Marlene Honostório, Goiana e Marley. As palavras que se seguem são da jornalista Marley, imaginem como eu me senti ao lê-las : “Lívia, vc conseguiu me deixar muda... Obrigada! Vale a pena trabalhar quando sabemos que o nosso trabalho é reconhecido.
Um grande beijo!” Estou muito sensibilizada pelas suas palavras, Marley. Aproveito para agradecer novamente a todos os seresteiros pela inesquecível serenata e para compartilhar com vocês as imagens deles, pois na ocasião tirei algumas fotos:
Seresteiros
Fora de campo/De volta ao campo

Provas para elaborar, diário para organizar, planos de aula, aulas do mestrado, artigos para entregar, congresso em João Pessoa, atualizar o blog da escola... Em síntese ocupar papéis diversificados: mãe,esposa, professora, aluna, dinamizadora... Ufa! Um cotidiano comum, mas tomado de atividades, as quais são desempenhadas com muita dedicação. É, mas por vezes a vida nos surpreende e eu que andava a 1000 com tantas atribuições tive que pausar tudo e tirar meu time de campo. Fiquei atordoada nestes últimos dias, entretanto, minhas atividades não diminuíram e sim foram substituídas por outras não muito agradáveis: a correria entre hospital, sede do IPASGO e minha casa. Que saudade do meu cotidiano comum! Agora, aos poucos as coisas estão normalizando, estou voltando ao campo. E retorno publicando um poema do Professor Luciano Byron:

BRAÇO: DEUS EM SI

O braço...
Alva seta, flecha certa!
Arredondado, mas sem excessos,
Contornado pelos predicativos.

O braço que me envolve
Não é real, é abstrato...
Nas cenas, o braço me abraça,
O sonho parece o viver,
A cena é clara:
O braço acena que há desejo.

O braço...
Entre ele e o recôndito secreto,
Busco pistas de confirmação.

O braço...
Natural, sem artificialidades,
Sem banalidades:
Capaz de enlouquecer o poeta.

Prof. Luciano Byron

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Que momento lindo!

"Saudade palavra triste quando se perde um grande amor..." Estava eu, ontem, assistindo ao jogo entre São Paulo e Atlético Goiano(é claro), quando umas pessoas simpáticas se reuniram na porta de minha casa e começaram a cantar esta belíssima canção “Meu primeiro amor”. Num primeiro momento fiquei sem reação, pensei: "Nossa o que é isso?! Depois ainda sem sair de dentro de minha sala continuei apreciando tamanha beleza e pensando: "Não vou sair lá fora, pois pode ser engano e eles vão parar de cantar". Assim, quando terminaram de cantar este primor acendi a luz da garagem e finalmente desentoquei de minha sala. Elogiei bastante as simpáticas pessoas e logo elas me esclareceram do que se tratara: elas faziam parte do projeto “Revirada Cultural "promovido pela prefeitura de Goiânia. Aproveitei a oportunidade, pedi para elas cantarem mais uma música e elas prontamente me atenderam; cantaram “Noites goianas”. Que momento lindo vivi ontem, serenata é emocionante demais; como tal tradição pôde ir se perdendo?! Imaginem a emoção que deve ser você receber uma serenata da pessoa amada?! Abaixo coloquei um vídeo da música “Meu primeiro amor” interpretada por Cascatinha e Inhana:


O lirismo está no ar
Relato da oficina dos bolsistas Rafael e Izabela, a qual foi ministrada pela Izabela.

Dizer Poemas

Nessa oficina trabalhamos com a leitura dramática de diversos poemas. O nosso objetivo foi levar ao conhecimento dos alunos poemas e poetas consagrados da literatura clássica e descobrir a importância de ouvir e de dizer poemas como forma de penetrar o sentido do texto através dos recursos sonoros e apreender a intencionalidade do autor.
Tivemos como convidada a aluna Ariana Nunes, que, juntamente comigo, faz parte do grupo 'Leitura em Corpo de Voz' coordenado pelo professor Jamesson Buarque, na faculdade de Letras da UFG.
Iniciamos nosso trabalho com a Leitura de 'Trem de Ferro' de Manuel Bandeira, leitura em conjunto para o aquecimento das que viriam a seguir. Depois trabalhamos com poemas de Carlos Drummond de Andrade, Ivan Junqueira, Mario de Andrade, Florbela Espanca, José Paulo Paes e Luis Fernando Veríssimo.
Foi um trabalho muito interessante pois através da apreciação oral percebemos melhor as sensações e impressões passadas pelo jogo sonoro e identificamos esquemas de organização, ritmo, repetições e construções sonoras formadas pelos poetas.
Porém, mais que uma percepção estetico-sonora, os alunos foram levados a buscar o sentido dos poemas lidos. Para tanto, os alunos realizavam a leitura e eram instigados a interpretá-la, por levantamento de hipóteses. Após um consenso do que se tratavam os textos, com a emoção e a intencionalidade do autor, era melhor desenvolvidas as estratégias de leitura dramática apresentada. Foi um trabalho divertido e contamos com a participação de todos da classe.

2010-09-03

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


Mundim no Teatro

Os Alunos dos 9º anos do Waldemar Mundim foram agraciados com um passeio cultural no Teatro de Tábuas. Além de se divertirem com a peça o “Fim da Picada”, eles ampliaram seus conhecimentos sobre uma doença pouco mencionada, a leichmaniose. Na ocasião os alunos concederam entrevistas para o repórter Murilo Santos da Tv Anhanguera e enfatizaram a imensa satisfação do passeio realizado. É muito importante a iniciativa dos idealizadores do Circuito estrada a fora ao levar o teatro até determinada cidade, Goiânia é a cidade da vez. A partir do entretenimento com a arte e cultura abordam conteúdos de cunho social e informativo. Eu, professora Lívia Aparecida, juntamente com meus colegas Andréia, Cyntia, Dionísio e José Pereira, queremos parabenizar os alunos pelo comportamento exemplar durante todo nosso passeio cultural.

Teatro de Tábuas

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lendo e entendendo
O relato seguinte foi feito pelas bolsistas Paula Sena e Elizabeth Morena sobre uma das oficinas desenvolvidas por elas (oficinas estas que fazem parte do projeto que elas estão desenvolvendo na escola). Vocês já conhecem quatro bolsistas, só restam mais quatro; logo, logo eu os apresento aqui neste espaço.

Relato da oficina
No encontro de hoje trabalhamos com a interpretação de uma fábula que foi entregue no encontro da semana anterior. Para retomarmos o assunto da fábula foi realizada uma leitura da mesma em voz alta, em forma de contação de histórias. Em seguida, foi aberta uma discussão quanto a interpretação da fábula, afim de compreender a “moral da história”. A discussão foi significativa, pois houve participação de vários alunos. Após realizada essa discussão, propomos a leitura de dois textos: A cigarra e a formiga, de La Fontaine e Cigarras e Formigas, de Ziraldo. No primeiro texto, um aluno se posicionou diante da turma e realizou uma leitura em voz alta. Após essa leitura, discutimos sobre a compreensão do texto e apresentamos sucintamente sobre o escritor francês La Fontaine. No segundo texto, como se tratava de uma história em quadrinhos, dividimos as falas das personagens para que cada aluno lesse. Vale ressaltar que a participação dos alunos que leram foi espontânea e que tanto os alunos que haviam lido em voz alta como os que não participaram – nem lendo nem discutindo – no encontro da semana anterior (24.08) participaram da oficina de hoje. Nesta oficina, sublinhamos algumas participações como dos alunos Lucas, Paulo, Elisângela, Allyne e Diego.
Elizabeth Morena e Paula Sena.