segunda-feira, 18 de abril de 2011


Outra vez no Teatro

Pela segunda vez neste ano acompanho os alunos do Mundim ao Teatro de Bolso Ceci Pinheiro. Desta feita fomos assistir a peça “Fragmentos QuintanAndo” encenada pelo ator Semio Carlos. Uma peça metalinguística, se é que posso classificá-la assim, pois o ator traça um diálogo monológico com o iluminador do palco enquanto espera a chegada do diretor para o ensaio de uma peça baseada em fragmentos da obra de Mário Quintana. Com isso, o público é convidado para juntamente com o talentoso ator fazer uma reflexão sobre a criação teatral. No encerramento da peça temos a voz do próprio Mário Quintana, recitando seu célebre Poeminha do contra:

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!

Esta é a segunda peça que assisto tendo Semio Carlos como protagonista principal, a primeira fora Poética Bancária. O ator deu um show de interpretação em ambas as peças. Ele se mostra muito solicito com nosso Mundim, sempre nos convida a prestigiar suas peças e demais peças teatrais.

Um fato que me chamou atenção neste nosso passeio cultural foi à presença de uma mãe, aluna do Mundim, e de seus três filhos, também alunos da escola; uma mãe que sabe da importância da cultura em sua vida e na vida de seus filhos. É o nosso Mundim outra vez no Teatro.





2011-04-18

terça-feira, 12 de abril de 2011

De bom tamanho!
Numa tarde bonita em Anápolis, Anapolina e Vila Nova apresentaram um futebol até bonito. No primeiro tempo a beleza futebolística ficou por conta dos anfitriões, que com a casa lotada, não queriam jogar feio diante de seus torcedores. Além do mais era a oportunidade da Xata assegurar a vaga no quadrangular final. As duas equipes entraram em campo com dois desfalques bem consideráveis. O Vila estava sem o ala esquerdo Jorge Henrique e a Anapolina sem o ala direito Gilberto Matuto. O ala da Xata teve participação decisiva na vitória sobre o Atlético, ele é um bom jogador. Jorge Henrique também tem se constituído num grande valor vilanovense. Sem os dois laterais de ofício as duas equipes ficaram meio que cambetas nas respectivas alas. Os alas improvisados não conseguiram substituir a altura os titulares das posições, mas fizeram o que puderam. Na primeira etapa só deu Anapolina em campo. O goleiro Michel fez excelentes defesas, o time do Vila ficou perdido entre as quatro linhas. A equipe goiana, não jogava pelas alas, não jogava pelo meio, não jogava na defesa. O time não jogou no primeiro tempo, se restringiu a destruir as jogadas dos donos da casa e se não fosse as excelentes intervenções do goleiro Michel, as coisas teriam ficado complicadas para o Colorado goiano. Para não ser tão injusta, o goleiro Gatti fez uma única defesa importante, num chute perigoso de Davi. O 10 do Tigre estava apático em campo, assim como seus companheiros, com exceção do goleiro colorado. O técnico interino efetivado Edmar Vasconcelos, fez um excelente trabalho no vestiário e já iniciou a parte final da partida colocando Juninho no lugar de Adílson. O Tigre voltou com uma postura totalmente agressiva, e antes dos dez minutos de jogo, Roni, ao receber um lançamento perfeito de Paulo César, abriu o marcador no Jonas Duarte. Não demorou muito para Vítor Rossine ampliar o placar para o time da capital. A apatia vilanovense desaparecera do campo. A Xata ficou chateada, irritada e partiu para cima em busca de empatar e conseguir uma virada. Com tal postura ofensiva, um minuto depois de levar o segundo gol, diminuiu com o ala esquerdo Alysson e em seguida empatou a partida com um gol do matador Dinei. A Xata é mesmo muito chata! Foram quatro gols nos primeiros vinte minutos do segundo tempo. Foram minutos eletrizantes e empolgantes, fazendo jus à bonita tarde em Anápolis e a festa animada dos torcedores. O empate ficou de bom tamanho para os dois lados, a Anapolina assegurou definitivamente sua vaga no quadrangular final e o Vila continua na segunda colocação do campeonato, assegurando a vantagem de jogar por dois resultados iguais, nos dois primeiros jogos decisivos do quadrangular.

Quem ficou com a pérola?!

Atlético e Anapolina contam com as duas defesas menos vazadas do campeonato. Duas defesas bem fechadas, assim como as ostras o são e quem quisesse conseguir a pérola teria muito trabalho. PC Gusmão, novo técnico atleticano estava acompanhando o jogo. E o PC Gusmão estava só na observação... No confronto das duas ostras defensivas, os gols não demoraram muito a sair e saíram justamente em falhas da defesa. Que moleza! O goleiro Gatti demonstrou que não tem muitas habilidades com a bola nos pés, e numa bola recuada ao tentar sair jogando a perdeu para Marcão, o artilheiro desajeitadão, o qual deu o gol de bandeja para Juninho. Marcão se saiu um bom garçom. Estão servidos torcedores atleticanos?! E o PC Gusmão estava só na observação... Mas a Xata não iria entregar a pérola, assim tão facilmente e numa cobrança de falta pela meia direita de Gilberto Matuto, após os defensores atleticanos baterem cabeça, Bem Hur, o zagueiro artilheiro, com um chute forte e certeiro empatou o jogo com o Dragão Campineiro. Com o empate a pérola não ficaria com ninguém, pois não teria como dividi-la ao meio. E o PC Gusmão estava só na observação... Iguais no primeiro tempo, no segundo tempo a história do jogo talvez fosse escrita diferente. A Xata voltou recuada e permitiu à equipe atleticana criar boas chances de gol e num rebote do goleiro Gatti, Juninho desempatou a partida. Juninho queria porque queria garantir a pérola para o Atlético. Entretanto, não demorou muito para Dinei deixar tudo igual novamente. Dinei tem faro de gol e seria um bom reforço para os times da capital. E o PC Gusmão estava só na observação... Pituca, na ânsia de assegurar a pérola para o Dragão, exagerou na marcação e foi alvo de mais uma expulsão no Goianão. Em desvantagem numérica em campo, logo o time da Campininha ficou em desvantagem pela primeira e definitiva vez no placar. Gilberto Matuto em mais uma cobrança de falta deixou seu companheiro Alisson em boa condição de cabecear e a bola com as redes fora encontrar. Gilberto Matuto teve participação decisiva no primeiro e no terceiro gol da Xata, ele ao que parece é muito supersticioso, pois ao pisar nas quatro linhas do nosso templo do futebol, deu três pulinhos com a perna direita, conclamando a sorte para seu time. E olha que os pulinhos fizeram efeito. E o PC Gusmão estava só na observação... Após o terceiro gol da Xata, o Dragão ficou abatido em campo e só conseguiu levar mais um cartão vermelho. Que desespero! Gilson, o zagueiro que adora subir ao ataque e que ora ou outra tem feito seus gols, numa de suas subidas, não conseguiu voltar, o jeito foi às pernas do Alisson chutar e o árbitro não teve dúvidas em expulsá-lo. E o PC Gusmão estava só na observação... A Xata de virada conseguiu ficar com a pérola preciosa, a qual poderá garanti-la entre as quatro melhores equipes do campeonato. Uma grande vitória em pleno Serra Dourada, que Xata mais chata! E pelas bandas da Campininha, após três derrotas consecutivas, tem se falado em crise. E olha que o time ainda é líder do campeonato. Agora, chega de observação PC Gusmão, é momento de ação. Quanto trabalho vai ter o PC Gusmão!
Salve os Felipes Amorins!
Dois Felipes Amorins na Serrinha! Isso mesmo meus amigos e olha que estou enxergando normalmente. Seria então um clone do Felipe Amorim? Não, nada disso, eles nem são parecidos. Vou traçar de forma sucinta algumas descrições de cada um. Um dos Felipes Amorins apareceu para os torcedores do Goiás, no último jogo realizado em 2010 pelo Brasileirão série A, diante do Corinthians. O garoto esmeraldino aproveitou bem a oportunidade e marcou até um gol na ocasião. Desde então tem feito parte da escalação do Verdão. O garoto esmeraldino é muito habilidoso e tem deixado o torcedor esmeraldino orgulhoso. Ele dribla bem, tem velocidade, volta para marcar e apóia o ataque. Além disso, tem uma excelente visão de jogo e chuta muito bem, tem marcado muitos gols. Um jogador quase completo. Que sorte do Artur Neto! Este é um dos Felipes Amorins, grata revelação esmeraldina no Goianão 2011. Mas e o outro? O outro Felipe Amorim surgiu a partir do Felipe Amorim, jogador do Goiás; é Felipe Amorim para não acabar mais. Trata-se do Papagaio do seu Goiás! Seu Goiás, assim é conhecido um torcedor símbolo do time esmeraldino, na realidade nem sei o nome dele, o conheço por seu Goiás. Por falar em torcedor símbolo dos times da capital, no Vila temos a Negra Brechó, no Goiás, o seu Goiás e qual é o do Atlético? Bem, mas voltando ao nosso segundo Felipe Amorim, este é lindo, calmo e em todos os jogos do Goiás fica atento e bem quietinho. Ele é bem verdinho! Ele não atua dentro das quatro linhas e não desgruda das mãos do seu Goiás. Que ave mais sagaz! O seu Goiás, sendo um torcedor mais que apaixonado pelo Goiás, não se contentou em arranjar um periquito para acompanhá-lo aos jogos, pois é uma avezinha muito pequena e agitada, então preferiu um papagaio, o qual é uma ave grande e comportada. Hum, mas vai ver o Felipe Amorim do seu Goiás é um periquito que tomou pó Royal e/ ou talvez seja um periquito importado diretamente de Itu. O fato é que reconhecendo o grande valor do craque esmeraldino, o ilustre torcedor, numa espécie de homenagem, chamou de Felipe Amorim, a ave verde repleta de bela plumagem. A partir destas descrições sucintas vemos que os dois Felipes não são muito semelhantes. Mas cada um, ao seu modo, é brilhante! Salve os Felipes Amorins esmeraldinos!

Que venha o São Paulo!

Nossa fera mitológica ficou pelo caminho, mas nossa avezinha atrevida segue firme na disputa pelo título da Copa do Brasil. É claro que o Periquito da Serrinha ainda tem que dar uns passos consideráveis, digo, voos, para conquistar tal feito e demonstrou que está determinado a isto. Ontem, a equipe esmeraldina não teve dificuldades nenhuma em atravessar a Ponte sobrevoando, e olha que a Ponte era Preta. O Verde goiano abatera seu adversário em pleno território alheio. Além de se garantir nas oitavas de final, o time goiano ganhou um tempinho a mais para se preparar para o próximo jogo eliminatório. Que resultado mais notório! O adversário poderá ser o São Paulo ou o Santa Cruz do Recife, lembrando que o tricolor paulista não está com a bola cheia, pois perdera o primeiro jogo. Entretanto, torcerei muito para que o próximo adversário do Verde seja o São Paulo devido a dois básicos fatores. O primeiro é relacionado ao fato de o Goiás não ter boas atuações diante de equipes tidas como inferiores a ele, mas se a outra equipe for tida como superior, o time esmeraldino se torna um primor. Hum, se bem que a Ponte Preta era tida como inferior; ou será que não era?!... O segundo fator é muito deprimente, o qual entristece o coração de muita gente, principalmente das gentes esmeraldinas: tomara mesmo ser o São Paulo, pois será praticamente a única oportunidade do time, este ano, jogar com um dos renomados da elite do futebol brasileiro. Neste ano, amigos esmeraldinos, enquanto o Atlético enfrentará o próprio São Paulo, Flamengo, Corinthians, dentre outros. O Goiás enfrentará a Casa, digo, Icasa, o Asa, Parte do Alfabeto, digo ABC... Alguns times e alguns jogadores de futebol possuem cada nome! É meus amigos esmeraldinos, é mesmo deprimente, mas nada como um ano após o outro, neste ano o Goiás está na série B, entretanto, em 2012, com toda certeza ele estará na C, digo, na A. Tal fato terrível para o clube goiano, com certeza servirá de aprendizado para os dirigentes esmeraldinos. E acredito que nosso Verde não fará como o Fluminense, nos seus anos negros, o qual fora rebaixado para a série B, depois para a C. Contudo, o time carioca se reergueu novamente, conquistando resultados bem expressivos, aliás, bem expressivos, como o título do Brasileirão em 2010. Então vamos torcer para que venha o São Paulo, pois além de apreciarmos o duelo do Verde com um dos “gigantes” do futebol brasileiro e mundial, poderemos ter neste jogo a final antecipada da Copa do Brasil. Que vença o Goiás. E lembrem-se, otimismo sempre e sempre.

A esperança é a última que morre

Poderia até ser uma missão praticamente impossível o Atlético conseguir passar para a próxima fase da Copa do Brasil, mas a esperança é a última que morre e esta ainda reinava nos torcedores atleticanos e nos torcedores do futebol goiano. Eu mesma acreditava, mesmo que desacreditando na classificação do time da Campininha para a próxima fase. Em futebol tudo se é possível, quem não se lembra do fenomenal 4x4 entre Santos e Goiás. O time da Serrinha perdia em pleno domínio santista, e conseguiu um empate histórico num jogo que o rei do futebol estava jogando. Tantos outros resultados heróicos ocorreram na história do futebol. Então acreditar na classificação do Dragão era preciso. Esperança é a última que morre! O jogo começara tarde quase 22:00 horas, horário ruim para quem tem que levantar cedo, mesmo assim, revestida pelo otimismo, pelo meu amor ao futebol goiano, acompanhei o jogo. Meu otimismo começou cair por terra no momento da escalação do Dragão; onde já se viu Juninho e Pituca ficarem no banco de reservas?! Mas em time em que está perdendo, se mexe! Mesmo assim permaneci firme no meu propósito de torcer, afinal a esperança é a última que morre, ainda bem que minha sogra não se chama esperança. Ainda na metade do primeiro tempo, o nosso time goiano que precisaria vencer por dois gols de diferença, perdia por dois gols de diferença. Que descrença! Mas a esperança é a última que morre! Entretanto, me apoiando na máxima do futebol, na qual se diz que o placar de 2x0 não é tranquilizante (é perigoso), meu otimismo ainda permanecia. Ganhando por 2x0 o Coritiba se acomodaria e o Dragão com certeza o placar viraria! Na realidade, perder seja por qualquer placar, não é tranquilizador para o time perdedor. Mas ainda tinha muito jogo pela frente... A esperança é última que morre! No segundo tempo, René Simões fez alterações no time, Jesiel e Elvis já começaram a etapa final jogando, pouco tempo depois, entrou o Juninho, o franzininho bom de bola. O time sua postura em campo melhorou e a equipe do Coritiba em boa parte do tempo dominou. É bem verdade que até bola na trave o time do Coxa acertou. Mais uma máxima do futebol veio em minha mente: quem não faz leva. Mas neste jogo, as máximas do futebol insistiam em não entrar em campo. Que desencanto! Juninho, num gol meio que sem querer, aumentou meus ânimos em torcer. Afinal, o time poderia empatar, virar e para a próxima fase da Copa do Brasil se classificar. Esperança é a última que morre! Aos 39 minutos, com o terceiro gol do Coritiba e com as luzes do Couto Pereira já quase se apagando, finalmente meu otimismo caiu por terra, a minha esperança após em muito resistir, infelizmente foi se esvaindo de mim... Neste jogo para nossa grande decepção, as máximas do futebol não entraram em campo: ganhar pelo placar de 2x0 não é tranquilizante (é perigoso) e quem não faz leva. O Atlético não se classificou, torcer foi bom enquanto a minha esperança durou, mas ela ainda não morreu, e sim foi transferida para a equipe do Goiás, a qual entra hoje em campo. Quem sabe desta vez o Goiás faça uma excelente campanha na Copa do Brasil e conquiste o título, temos que ser otimistas; otimismo sempre e sempre. E a esperança é a última que morre!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mundim no teatro em 2011

Os alunos do turno noturno (num total de 51) foram ao teatro, assistir à peça “As Mãos de Euridice”, um monólogo escrito por Pedro Bloch. É uma peça bem antiga, estreou no Brasil em 1950 e fora o primeiro monólogo encenado em solo brasileiro. O ator deu um show de interpretação, o personagem interpretado por ele, não agiu de uma forma adequada durante toda sua vida e ainda conseguiu fazer com que sentíssemos pena dele, pelo menos por um momento. Já pensou, ele abandonou sua esposa e filhos, para viver com outra mulher. Esta mulher o arruinou financeiramente. Então, no fundo do poço, depois de sete anos, quando retornou para sua casa, ao encontrar sua esposa com outro, ainda se achou a vítima da história.
Os moços e moças de nosso Mundim em sua grande maioria ficaram bem comportados durante o monólogo intelectualizado. Comportamento que fora esquecido por alguns dos moços no percurso de volta, dentro do ônibus.Eu, professora Lívia, juntamente com as professoras Neusa e Maria José, acompanhamos os meninos e meninas ao passeio cultural e de entretenimento. Nós ficamos nas mãos dos alunos.
É o nosso Mundim, mais uma vez no teatro, valorizando a cultura. Aqui no nosso Mundim é assim, nós vamos ao teatro, o teatro vem até nós...
Se mexer leva bicada!

Após ter sofrido um ataque inesperado do Leão do Sul no primeiro jogo do ano realizado na Serrinha, válido pelo campeonato goiano, o Periquito ficou mais precavido em seu ninho. Também pudera, a avezinha levou cinco golpes duríssimos e só conseguiu dar uma única bicada na fera do Sul, a qual parece nem ter feito cócegas no arrojado felino. Mesmo perdendo o Periquito não deixou de dar sua bicada tentando proteger seu ninho, no alto da Serrinha. Se mexer leva bicada!
Ao receber sua prima atrevida e tagarela, a Arara Azul, o Periquito da Serrinha ficou ressabiado, na retaguarda, num primeiro momento quis fazer papel de bom anfitrião e quando a agitada prima do interior se sentiu a vontade, quase no momento da despedida a avezinha verde foi traiçoeira, tacou-lhe uma bicada forte e certeira. Nem teve tempo de reagir à pobre coitada. Que avezinha mais desalmada! Se mexer leva bicada!
Depois foi a vez do Camaleão, este da família dos lagartos, seria então parente do Dragão. Se bem que Dragão me parece não ter parentesco com lagartos, ou será que tem? Ao certo não sei, mas os torcedores do Periquito e do Tigrão adoram depreciar nossa fera mitológica, o Dragão, chamando-o de lagartixa, por isso fiz tal remissão: dizer que o Camaleão é parente do Dragão.
O bicho camuflador, se fez de verde, um Lagarto verde, no gramado verde, diante do time de Verde. Um Lagarto amigo, ele parecia não oferecer perigo, mesmo assim, o Periquito precavido, logo foi bicando o Lagarto, coitado! O Camaleão não gostou da bicada, de verde, nosso Lagarto irritado, ficou avermelhado e golpeou por duas vezes duramente a avezinha do cerrado. Se ele tivesse deixado quieto o Lagarto talvez não tivesse sido fortemente golpeado. Estonteado, mas querendo vencer em seus domínios, defender seu ninho, o Periquito com muito sacrifício, conseguiu empatar e virar o combate. Mostrou ao Camaleão que em ninho de Periquito não se mexe não. Se mexer leva bicada!
A Xata, vindo diretamente de Anápolis, estava na expectativa de arrasar com o Periquito em seu ninho. Até então a Xata era absoluta na competição, não havia perdido nem um confronto não. Quanta pretensão! O Periquito, leve, solto e desinibido, tascou três bicadas na visitante exibida. Onde já se viu escrever Xata com X, até hoje não consegui uma explicação lógica para isso, os anapolinos devem considerar mais chique o nome ser grafado desta forma. Que Xata mais chata e exibida! Se mexer leva bicada!
Por último veio o Azulão do Vale, neste caso acredito que azulão não se refere a um pássaro e sim as cores do time do Goianésia. Eu pesquisei sobre qual seria o mascote de tal time, mas não encontrei; se alguém souber, me comunique, pois muito mais informada ficarei e eternamente grata a quem me informar eu serei. Mascote, não sei se o time tem, entretanto, criatividade eu sei que anda meio escassa, pelo menos no que concerne ao design do símbolo do Goianésia. É praticamente o símbolo do Goiás, só mudou as cores. Se bem que o do Atlético é uma adaptação do símbolo do São Paulo, isso sem contar que conta com as cores do Flamengo. É Chacrinha, não é só na televisão, que nada se cria e tudo se copia. Voltando a visita do Azulão à Serrinha, no ninho do Periquito. Nada de cordialidade por parte do anfitrião, este logo foi bicando o Azulão. Que recepção! De tanto levar bicada (três bicadas), o visitante ficou irritado e conseguiu dar uma pancada na avezinha malcriada, mas de nada adiantou, o Periquito, o confronto ganhou. Se mexer leva bicada!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cadê o coração do Dragão?

O templo do futebol goiano estava preparado para receber mais um clássico, o segundo do ano, Goiás e Atlético. O Atlético, time da elite do futebol brasileiro, líder absoluto do campeonato, com um dos ataques mais positivos, estava na expectativa de conquistar a quinta vitória consecutiva em cima do rebaixado Goiás. A goleada aplicada em cima do Trindade no meio de semana, dava mostras que a zaga esmeraldina não teria vida fácil e a vitória magrinha do Goiás diante do Morrinhos, pelo placar mínimo, dava mostras que a zaga atleticana poderia ficar tranquila. Se futebol fosse lógico assim, não seria futebol. O Atlético contou com um torcedor ilustre e muito pé frio, diga-se de passagem, René Simões.
Artur Neto parece que lançou mão de vez de jogar no 4-4-2, esquema que lhe rendeu bons frutos nas equipes que comandou, inclusive no Atlético. Isso demonstra a sagacidade do comandante esmeraldino, pois para jogar com tal esquema a equipe precisa ter jogadores com muita qualidade. O time ainda não conta com atletas desse nível. E quando ele se animou no 4-4-2 foi alvo da maior goleada do campeonato até o momento. Seria suicídio jogar diante do Atlético com apenas dois zagueiros, mesmo que os dois alas não descessem e ficassem restritos a marcação. O 3-5-2, atualmente, parece ser o menino dos olhos do técnico do Goiás.
Já o técnico interino Alfredo Montesso apostou no esquema mais ofensivo, aliás, há tempos que a equipe atleticana atua no 4-4-2. O time do Atlético conta com um elenco invejável, se dando ao luxo de ter Felipe no banco de reservas. Entretanto, Róbston, o coração do Dragão, não jogou e ele fez falta. Robston não compareceu aos treinamentos e nem apresentou justificativas. Será que ele já está se concentrando para o Carnaval?
O Dragão sem seu coração entrou em campo sem muita vibração. Marcão, o artilheiro desajeitadão, ainda tentava uma animação, até ficou dançando na frente de Walmir Lucas. Na realidade, ele estava tentando pedalar, mas aquilo não era pedalada. Marcão deu alguns chutes e cabeceios sem direção e se restringiu a dar dois chutes que levaram certo perigo ao gol esmeraldino. Aonde o Marcão ia o Walmir Lucas ia atrás, o defensor esmeraldino não deu trégua ao atacante rubro-negro. Só depois dos quarenta minutos de jogo que o time da Campininha exigiu três boas intervenções do goleiro Pedro Henrique, com um chute de Adriano e dois de Keninha. E foi praticamente só isso durante os dois tempos de jogo.
Percebendo o acanhamento da nossa mistificada fera, o Periquito, com algumas plumagens renovadas não se intimidou e enfrentou de igual para igual o poderoso Dragão. No segundo tempo, o Goiás tomou conta do jogo, após a saída de Keninha. Se o time estava ruim com o Keninha, ficou pior sem ele. O ex-atacante Felipe, entrou e não conseguiu jogar, ele foi extremamente vaiado pelos torcedores esmeraldinos. Talvez Felipe quisesse compensar o pênalti perdido no final da Sul-Americana, não marcando gol contra seu ex-clube, isso para não dizer que ainda não reencontrou seu bom futebol. Será que ele o reencontrará? Assim, aos 26 minutos da segunda etapa, após duas bicadas evitadas por Márcio, o Dragão sem coração levou uma bicada certeira.
Esperava-se que a fera irada com o golpe sofrido sairia em busca de equilibrar o combate, pelo menos empatando, lançando uma chama certeira na avezinha atrevida. Nada disso, faltava o coração do Dragão, sem coração, sem emoção e Pituca perdeu a razão provocando sua expulsão. Que papelão! Pituca deve ter sentido a falta de Robston, o coração do Dragão, pois os dois atuam muito tempo juntos. Se Robston pode ser considerado o coração do Dragão, Pituca seria como se fosse a válvula mitral e/ou um dos ventrículos do órgão maior da fera.
Artur Neto demonstrou mais uma vez muita competência, com elenco limitado, tendo como base os pratas da casa, conseguiu superar o melhor time do campeonato até o momento. E o Dragão está sem coração, vamos torcer para que ele seja encontrado, ou então, a fera terá que conseguir um novo coração. Cadê o coração do Dragão?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

Estamos no último dia de 2010, eu desagurmentada, não disponho de palavras para definir como foi este ano e minhas expectativas para o próximo. Aliás, palavras para caracterizar tal ano e expectativas até as tenho, mas não estou disposta a torná-las coerentes. Sorte a minha, que tenho ele, meu poeta maior, para deixar uma bela mensagem poética para vocês, aliada a tal poesia deixo também a intelectuante e pacificante imagem de nosso Drummond. E que venha 2011.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Outra vez no Teatro

Pela segunda vez neste ano acompanho os alunos do Mundim ao Teatro de Bolso Ceci Pinheiro. Desta feita fomos assistir a peça “Fragmentos QuintanAndo” encenada pelo ator Semio Carlos. Uma peça metalinguística, se é que posso classificá-la assim, pois o ator traça um diálogo monológico com o iluminador do palco enquanto espera a chegada do diretor para o ensaio de uma peça baseada em fragmentos da obra de Mário Quintana. Com isso, o público é convidado para juntamente com o talentoso ator fazer uma reflexão sobre a criação teatral. No encerramento da peça temos a voz do próprio Mário Quintana, recitando seu célebre Poeminha do contra:

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!

Esta é a segunda peça que assisto tendo Semio Carlos como protagonista principal, a primeira fora Poética Bancária. O ator deu um show de interpretação em ambas as peças. Ele se mostra muito solicito com nosso Mundim, sempre nos convida a prestigiar suas peças e demais peças teatrais.

Um fato que me chamou atenção neste nosso passeio cultural foi à presença de uma mãe, aluna do Mundim, e de seus três filhos, também alunos da escola; uma mãe que sabe da importância da cultura em sua vida e na vida de seus filhos. É o nosso Mundim outra vez no Teatro.





2011-04-18

terça-feira, 12 de abril de 2011

De bom tamanho!
Numa tarde bonita em Anápolis, Anapolina e Vila Nova apresentaram um futebol até bonito. No primeiro tempo a beleza futebolística ficou por conta dos anfitriões, que com a casa lotada, não queriam jogar feio diante de seus torcedores. Além do mais era a oportunidade da Xata assegurar a vaga no quadrangular final. As duas equipes entraram em campo com dois desfalques bem consideráveis. O Vila estava sem o ala esquerdo Jorge Henrique e a Anapolina sem o ala direito Gilberto Matuto. O ala da Xata teve participação decisiva na vitória sobre o Atlético, ele é um bom jogador. Jorge Henrique também tem se constituído num grande valor vilanovense. Sem os dois laterais de ofício as duas equipes ficaram meio que cambetas nas respectivas alas. Os alas improvisados não conseguiram substituir a altura os titulares das posições, mas fizeram o que puderam. Na primeira etapa só deu Anapolina em campo. O goleiro Michel fez excelentes defesas, o time do Vila ficou perdido entre as quatro linhas. A equipe goiana, não jogava pelas alas, não jogava pelo meio, não jogava na defesa. O time não jogou no primeiro tempo, se restringiu a destruir as jogadas dos donos da casa e se não fosse as excelentes intervenções do goleiro Michel, as coisas teriam ficado complicadas para o Colorado goiano. Para não ser tão injusta, o goleiro Gatti fez uma única defesa importante, num chute perigoso de Davi. O 10 do Tigre estava apático em campo, assim como seus companheiros, com exceção do goleiro colorado. O técnico interino efetivado Edmar Vasconcelos, fez um excelente trabalho no vestiário e já iniciou a parte final da partida colocando Juninho no lugar de Adílson. O Tigre voltou com uma postura totalmente agressiva, e antes dos dez minutos de jogo, Roni, ao receber um lançamento perfeito de Paulo César, abriu o marcador no Jonas Duarte. Não demorou muito para Vítor Rossine ampliar o placar para o time da capital. A apatia vilanovense desaparecera do campo. A Xata ficou chateada, irritada e partiu para cima em busca de empatar e conseguir uma virada. Com tal postura ofensiva, um minuto depois de levar o segundo gol, diminuiu com o ala esquerdo Alysson e em seguida empatou a partida com um gol do matador Dinei. A Xata é mesmo muito chata! Foram quatro gols nos primeiros vinte minutos do segundo tempo. Foram minutos eletrizantes e empolgantes, fazendo jus à bonita tarde em Anápolis e a festa animada dos torcedores. O empate ficou de bom tamanho para os dois lados, a Anapolina assegurou definitivamente sua vaga no quadrangular final e o Vila continua na segunda colocação do campeonato, assegurando a vantagem de jogar por dois resultados iguais, nos dois primeiros jogos decisivos do quadrangular.

Quem ficou com a pérola?!

Atlético e Anapolina contam com as duas defesas menos vazadas do campeonato. Duas defesas bem fechadas, assim como as ostras o são e quem quisesse conseguir a pérola teria muito trabalho. PC Gusmão, novo técnico atleticano estava acompanhando o jogo. E o PC Gusmão estava só na observação... No confronto das duas ostras defensivas, os gols não demoraram muito a sair e saíram justamente em falhas da defesa. Que moleza! O goleiro Gatti demonstrou que não tem muitas habilidades com a bola nos pés, e numa bola recuada ao tentar sair jogando a perdeu para Marcão, o artilheiro desajeitadão, o qual deu o gol de bandeja para Juninho. Marcão se saiu um bom garçom. Estão servidos torcedores atleticanos?! E o PC Gusmão estava só na observação... Mas a Xata não iria entregar a pérola, assim tão facilmente e numa cobrança de falta pela meia direita de Gilberto Matuto, após os defensores atleticanos baterem cabeça, Bem Hur, o zagueiro artilheiro, com um chute forte e certeiro empatou o jogo com o Dragão Campineiro. Com o empate a pérola não ficaria com ninguém, pois não teria como dividi-la ao meio. E o PC Gusmão estava só na observação... Iguais no primeiro tempo, no segundo tempo a história do jogo talvez fosse escrita diferente. A Xata voltou recuada e permitiu à equipe atleticana criar boas chances de gol e num rebote do goleiro Gatti, Juninho desempatou a partida. Juninho queria porque queria garantir a pérola para o Atlético. Entretanto, não demorou muito para Dinei deixar tudo igual novamente. Dinei tem faro de gol e seria um bom reforço para os times da capital. E o PC Gusmão estava só na observação... Pituca, na ânsia de assegurar a pérola para o Dragão, exagerou na marcação e foi alvo de mais uma expulsão no Goianão. Em desvantagem numérica em campo, logo o time da Campininha ficou em desvantagem pela primeira e definitiva vez no placar. Gilberto Matuto em mais uma cobrança de falta deixou seu companheiro Alisson em boa condição de cabecear e a bola com as redes fora encontrar. Gilberto Matuto teve participação decisiva no primeiro e no terceiro gol da Xata, ele ao que parece é muito supersticioso, pois ao pisar nas quatro linhas do nosso templo do futebol, deu três pulinhos com a perna direita, conclamando a sorte para seu time. E olha que os pulinhos fizeram efeito. E o PC Gusmão estava só na observação... Após o terceiro gol da Xata, o Dragão ficou abatido em campo e só conseguiu levar mais um cartão vermelho. Que desespero! Gilson, o zagueiro que adora subir ao ataque e que ora ou outra tem feito seus gols, numa de suas subidas, não conseguiu voltar, o jeito foi às pernas do Alisson chutar e o árbitro não teve dúvidas em expulsá-lo. E o PC Gusmão estava só na observação... A Xata de virada conseguiu ficar com a pérola preciosa, a qual poderá garanti-la entre as quatro melhores equipes do campeonato. Uma grande vitória em pleno Serra Dourada, que Xata mais chata! E pelas bandas da Campininha, após três derrotas consecutivas, tem se falado em crise. E olha que o time ainda é líder do campeonato. Agora, chega de observação PC Gusmão, é momento de ação. Quanto trabalho vai ter o PC Gusmão!
Salve os Felipes Amorins!
Dois Felipes Amorins na Serrinha! Isso mesmo meus amigos e olha que estou enxergando normalmente. Seria então um clone do Felipe Amorim? Não, nada disso, eles nem são parecidos. Vou traçar de forma sucinta algumas descrições de cada um. Um dos Felipes Amorins apareceu para os torcedores do Goiás, no último jogo realizado em 2010 pelo Brasileirão série A, diante do Corinthians. O garoto esmeraldino aproveitou bem a oportunidade e marcou até um gol na ocasião. Desde então tem feito parte da escalação do Verdão. O garoto esmeraldino é muito habilidoso e tem deixado o torcedor esmeraldino orgulhoso. Ele dribla bem, tem velocidade, volta para marcar e apóia o ataque. Além disso, tem uma excelente visão de jogo e chuta muito bem, tem marcado muitos gols. Um jogador quase completo. Que sorte do Artur Neto! Este é um dos Felipes Amorins, grata revelação esmeraldina no Goianão 2011. Mas e o outro? O outro Felipe Amorim surgiu a partir do Felipe Amorim, jogador do Goiás; é Felipe Amorim para não acabar mais. Trata-se do Papagaio do seu Goiás! Seu Goiás, assim é conhecido um torcedor símbolo do time esmeraldino, na realidade nem sei o nome dele, o conheço por seu Goiás. Por falar em torcedor símbolo dos times da capital, no Vila temos a Negra Brechó, no Goiás, o seu Goiás e qual é o do Atlético? Bem, mas voltando ao nosso segundo Felipe Amorim, este é lindo, calmo e em todos os jogos do Goiás fica atento e bem quietinho. Ele é bem verdinho! Ele não atua dentro das quatro linhas e não desgruda das mãos do seu Goiás. Que ave mais sagaz! O seu Goiás, sendo um torcedor mais que apaixonado pelo Goiás, não se contentou em arranjar um periquito para acompanhá-lo aos jogos, pois é uma avezinha muito pequena e agitada, então preferiu um papagaio, o qual é uma ave grande e comportada. Hum, mas vai ver o Felipe Amorim do seu Goiás é um periquito que tomou pó Royal e/ ou talvez seja um periquito importado diretamente de Itu. O fato é que reconhecendo o grande valor do craque esmeraldino, o ilustre torcedor, numa espécie de homenagem, chamou de Felipe Amorim, a ave verde repleta de bela plumagem. A partir destas descrições sucintas vemos que os dois Felipes não são muito semelhantes. Mas cada um, ao seu modo, é brilhante! Salve os Felipes Amorins esmeraldinos!

Que venha o São Paulo!

Nossa fera mitológica ficou pelo caminho, mas nossa avezinha atrevida segue firme na disputa pelo título da Copa do Brasil. É claro que o Periquito da Serrinha ainda tem que dar uns passos consideráveis, digo, voos, para conquistar tal feito e demonstrou que está determinado a isto. Ontem, a equipe esmeraldina não teve dificuldades nenhuma em atravessar a Ponte sobrevoando, e olha que a Ponte era Preta. O Verde goiano abatera seu adversário em pleno território alheio. Além de se garantir nas oitavas de final, o time goiano ganhou um tempinho a mais para se preparar para o próximo jogo eliminatório. Que resultado mais notório! O adversário poderá ser o São Paulo ou o Santa Cruz do Recife, lembrando que o tricolor paulista não está com a bola cheia, pois perdera o primeiro jogo. Entretanto, torcerei muito para que o próximo adversário do Verde seja o São Paulo devido a dois básicos fatores. O primeiro é relacionado ao fato de o Goiás não ter boas atuações diante de equipes tidas como inferiores a ele, mas se a outra equipe for tida como superior, o time esmeraldino se torna um primor. Hum, se bem que a Ponte Preta era tida como inferior; ou será que não era?!... O segundo fator é muito deprimente, o qual entristece o coração de muita gente, principalmente das gentes esmeraldinas: tomara mesmo ser o São Paulo, pois será praticamente a única oportunidade do time, este ano, jogar com um dos renomados da elite do futebol brasileiro. Neste ano, amigos esmeraldinos, enquanto o Atlético enfrentará o próprio São Paulo, Flamengo, Corinthians, dentre outros. O Goiás enfrentará a Casa, digo, Icasa, o Asa, Parte do Alfabeto, digo ABC... Alguns times e alguns jogadores de futebol possuem cada nome! É meus amigos esmeraldinos, é mesmo deprimente, mas nada como um ano após o outro, neste ano o Goiás está na série B, entretanto, em 2012, com toda certeza ele estará na C, digo, na A. Tal fato terrível para o clube goiano, com certeza servirá de aprendizado para os dirigentes esmeraldinos. E acredito que nosso Verde não fará como o Fluminense, nos seus anos negros, o qual fora rebaixado para a série B, depois para a C. Contudo, o time carioca se reergueu novamente, conquistando resultados bem expressivos, aliás, bem expressivos, como o título do Brasileirão em 2010. Então vamos torcer para que venha o São Paulo, pois além de apreciarmos o duelo do Verde com um dos “gigantes” do futebol brasileiro e mundial, poderemos ter neste jogo a final antecipada da Copa do Brasil. Que vença o Goiás. E lembrem-se, otimismo sempre e sempre.

A esperança é a última que morre

Poderia até ser uma missão praticamente impossível o Atlético conseguir passar para a próxima fase da Copa do Brasil, mas a esperança é a última que morre e esta ainda reinava nos torcedores atleticanos e nos torcedores do futebol goiano. Eu mesma acreditava, mesmo que desacreditando na classificação do time da Campininha para a próxima fase. Em futebol tudo se é possível, quem não se lembra do fenomenal 4x4 entre Santos e Goiás. O time da Serrinha perdia em pleno domínio santista, e conseguiu um empate histórico num jogo que o rei do futebol estava jogando. Tantos outros resultados heróicos ocorreram na história do futebol. Então acreditar na classificação do Dragão era preciso. Esperança é a última que morre! O jogo começara tarde quase 22:00 horas, horário ruim para quem tem que levantar cedo, mesmo assim, revestida pelo otimismo, pelo meu amor ao futebol goiano, acompanhei o jogo. Meu otimismo começou cair por terra no momento da escalação do Dragão; onde já se viu Juninho e Pituca ficarem no banco de reservas?! Mas em time em que está perdendo, se mexe! Mesmo assim permaneci firme no meu propósito de torcer, afinal a esperança é a última que morre, ainda bem que minha sogra não se chama esperança. Ainda na metade do primeiro tempo, o nosso time goiano que precisaria vencer por dois gols de diferença, perdia por dois gols de diferença. Que descrença! Mas a esperança é a última que morre! Entretanto, me apoiando na máxima do futebol, na qual se diz que o placar de 2x0 não é tranquilizante (é perigoso), meu otimismo ainda permanecia. Ganhando por 2x0 o Coritiba se acomodaria e o Dragão com certeza o placar viraria! Na realidade, perder seja por qualquer placar, não é tranquilizador para o time perdedor. Mas ainda tinha muito jogo pela frente... A esperança é última que morre! No segundo tempo, René Simões fez alterações no time, Jesiel e Elvis já começaram a etapa final jogando, pouco tempo depois, entrou o Juninho, o franzininho bom de bola. O time sua postura em campo melhorou e a equipe do Coritiba em boa parte do tempo dominou. É bem verdade que até bola na trave o time do Coxa acertou. Mais uma máxima do futebol veio em minha mente: quem não faz leva. Mas neste jogo, as máximas do futebol insistiam em não entrar em campo. Que desencanto! Juninho, num gol meio que sem querer, aumentou meus ânimos em torcer. Afinal, o time poderia empatar, virar e para a próxima fase da Copa do Brasil se classificar. Esperança é a última que morre! Aos 39 minutos, com o terceiro gol do Coritiba e com as luzes do Couto Pereira já quase se apagando, finalmente meu otimismo caiu por terra, a minha esperança após em muito resistir, infelizmente foi se esvaindo de mim... Neste jogo para nossa grande decepção, as máximas do futebol não entraram em campo: ganhar pelo placar de 2x0 não é tranquilizante (é perigoso) e quem não faz leva. O Atlético não se classificou, torcer foi bom enquanto a minha esperança durou, mas ela ainda não morreu, e sim foi transferida para a equipe do Goiás, a qual entra hoje em campo. Quem sabe desta vez o Goiás faça uma excelente campanha na Copa do Brasil e conquiste o título, temos que ser otimistas; otimismo sempre e sempre. E a esperança é a última que morre!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mundim no teatro em 2011

Os alunos do turno noturno (num total de 51) foram ao teatro, assistir à peça “As Mãos de Euridice”, um monólogo escrito por Pedro Bloch. É uma peça bem antiga, estreou no Brasil em 1950 e fora o primeiro monólogo encenado em solo brasileiro. O ator deu um show de interpretação, o personagem interpretado por ele, não agiu de uma forma adequada durante toda sua vida e ainda conseguiu fazer com que sentíssemos pena dele, pelo menos por um momento. Já pensou, ele abandonou sua esposa e filhos, para viver com outra mulher. Esta mulher o arruinou financeiramente. Então, no fundo do poço, depois de sete anos, quando retornou para sua casa, ao encontrar sua esposa com outro, ainda se achou a vítima da história.
Os moços e moças de nosso Mundim em sua grande maioria ficaram bem comportados durante o monólogo intelectualizado. Comportamento que fora esquecido por alguns dos moços no percurso de volta, dentro do ônibus.Eu, professora Lívia, juntamente com as professoras Neusa e Maria José, acompanhamos os meninos e meninas ao passeio cultural e de entretenimento. Nós ficamos nas mãos dos alunos.
É o nosso Mundim, mais uma vez no teatro, valorizando a cultura. Aqui no nosso Mundim é assim, nós vamos ao teatro, o teatro vem até nós...
Se mexer leva bicada!

Após ter sofrido um ataque inesperado do Leão do Sul no primeiro jogo do ano realizado na Serrinha, válido pelo campeonato goiano, o Periquito ficou mais precavido em seu ninho. Também pudera, a avezinha levou cinco golpes duríssimos e só conseguiu dar uma única bicada na fera do Sul, a qual parece nem ter feito cócegas no arrojado felino. Mesmo perdendo o Periquito não deixou de dar sua bicada tentando proteger seu ninho, no alto da Serrinha. Se mexer leva bicada!
Ao receber sua prima atrevida e tagarela, a Arara Azul, o Periquito da Serrinha ficou ressabiado, na retaguarda, num primeiro momento quis fazer papel de bom anfitrião e quando a agitada prima do interior se sentiu a vontade, quase no momento da despedida a avezinha verde foi traiçoeira, tacou-lhe uma bicada forte e certeira. Nem teve tempo de reagir à pobre coitada. Que avezinha mais desalmada! Se mexer leva bicada!
Depois foi a vez do Camaleão, este da família dos lagartos, seria então parente do Dragão. Se bem que Dragão me parece não ter parentesco com lagartos, ou será que tem? Ao certo não sei, mas os torcedores do Periquito e do Tigrão adoram depreciar nossa fera mitológica, o Dragão, chamando-o de lagartixa, por isso fiz tal remissão: dizer que o Camaleão é parente do Dragão.
O bicho camuflador, se fez de verde, um Lagarto verde, no gramado verde, diante do time de Verde. Um Lagarto amigo, ele parecia não oferecer perigo, mesmo assim, o Periquito precavido, logo foi bicando o Lagarto, coitado! O Camaleão não gostou da bicada, de verde, nosso Lagarto irritado, ficou avermelhado e golpeou por duas vezes duramente a avezinha do cerrado. Se ele tivesse deixado quieto o Lagarto talvez não tivesse sido fortemente golpeado. Estonteado, mas querendo vencer em seus domínios, defender seu ninho, o Periquito com muito sacrifício, conseguiu empatar e virar o combate. Mostrou ao Camaleão que em ninho de Periquito não se mexe não. Se mexer leva bicada!
A Xata, vindo diretamente de Anápolis, estava na expectativa de arrasar com o Periquito em seu ninho. Até então a Xata era absoluta na competição, não havia perdido nem um confronto não. Quanta pretensão! O Periquito, leve, solto e desinibido, tascou três bicadas na visitante exibida. Onde já se viu escrever Xata com X, até hoje não consegui uma explicação lógica para isso, os anapolinos devem considerar mais chique o nome ser grafado desta forma. Que Xata mais chata e exibida! Se mexer leva bicada!
Por último veio o Azulão do Vale, neste caso acredito que azulão não se refere a um pássaro e sim as cores do time do Goianésia. Eu pesquisei sobre qual seria o mascote de tal time, mas não encontrei; se alguém souber, me comunique, pois muito mais informada ficarei e eternamente grata a quem me informar eu serei. Mascote, não sei se o time tem, entretanto, criatividade eu sei que anda meio escassa, pelo menos no que concerne ao design do símbolo do Goianésia. É praticamente o símbolo do Goiás, só mudou as cores. Se bem que o do Atlético é uma adaptação do símbolo do São Paulo, isso sem contar que conta com as cores do Flamengo. É Chacrinha, não é só na televisão, que nada se cria e tudo se copia. Voltando a visita do Azulão à Serrinha, no ninho do Periquito. Nada de cordialidade por parte do anfitrião, este logo foi bicando o Azulão. Que recepção! De tanto levar bicada (três bicadas), o visitante ficou irritado e conseguiu dar uma pancada na avezinha malcriada, mas de nada adiantou, o Periquito, o confronto ganhou. Se mexer leva bicada!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Cadê o coração do Dragão?

O templo do futebol goiano estava preparado para receber mais um clássico, o segundo do ano, Goiás e Atlético. O Atlético, time da elite do futebol brasileiro, líder absoluto do campeonato, com um dos ataques mais positivos, estava na expectativa de conquistar a quinta vitória consecutiva em cima do rebaixado Goiás. A goleada aplicada em cima do Trindade no meio de semana, dava mostras que a zaga esmeraldina não teria vida fácil e a vitória magrinha do Goiás diante do Morrinhos, pelo placar mínimo, dava mostras que a zaga atleticana poderia ficar tranquila. Se futebol fosse lógico assim, não seria futebol. O Atlético contou com um torcedor ilustre e muito pé frio, diga-se de passagem, René Simões.
Artur Neto parece que lançou mão de vez de jogar no 4-4-2, esquema que lhe rendeu bons frutos nas equipes que comandou, inclusive no Atlético. Isso demonstra a sagacidade do comandante esmeraldino, pois para jogar com tal esquema a equipe precisa ter jogadores com muita qualidade. O time ainda não conta com atletas desse nível. E quando ele se animou no 4-4-2 foi alvo da maior goleada do campeonato até o momento. Seria suicídio jogar diante do Atlético com apenas dois zagueiros, mesmo que os dois alas não descessem e ficassem restritos a marcação. O 3-5-2, atualmente, parece ser o menino dos olhos do técnico do Goiás.
Já o técnico interino Alfredo Montesso apostou no esquema mais ofensivo, aliás, há tempos que a equipe atleticana atua no 4-4-2. O time do Atlético conta com um elenco invejável, se dando ao luxo de ter Felipe no banco de reservas. Entretanto, Róbston, o coração do Dragão, não jogou e ele fez falta. Robston não compareceu aos treinamentos e nem apresentou justificativas. Será que ele já está se concentrando para o Carnaval?
O Dragão sem seu coração entrou em campo sem muita vibração. Marcão, o artilheiro desajeitadão, ainda tentava uma animação, até ficou dançando na frente de Walmir Lucas. Na realidade, ele estava tentando pedalar, mas aquilo não era pedalada. Marcão deu alguns chutes e cabeceios sem direção e se restringiu a dar dois chutes que levaram certo perigo ao gol esmeraldino. Aonde o Marcão ia o Walmir Lucas ia atrás, o defensor esmeraldino não deu trégua ao atacante rubro-negro. Só depois dos quarenta minutos de jogo que o time da Campininha exigiu três boas intervenções do goleiro Pedro Henrique, com um chute de Adriano e dois de Keninha. E foi praticamente só isso durante os dois tempos de jogo.
Percebendo o acanhamento da nossa mistificada fera, o Periquito, com algumas plumagens renovadas não se intimidou e enfrentou de igual para igual o poderoso Dragão. No segundo tempo, o Goiás tomou conta do jogo, após a saída de Keninha. Se o time estava ruim com o Keninha, ficou pior sem ele. O ex-atacante Felipe, entrou e não conseguiu jogar, ele foi extremamente vaiado pelos torcedores esmeraldinos. Talvez Felipe quisesse compensar o pênalti perdido no final da Sul-Americana, não marcando gol contra seu ex-clube, isso para não dizer que ainda não reencontrou seu bom futebol. Será que ele o reencontrará? Assim, aos 26 minutos da segunda etapa, após duas bicadas evitadas por Márcio, o Dragão sem coração levou uma bicada certeira.
Esperava-se que a fera irada com o golpe sofrido sairia em busca de equilibrar o combate, pelo menos empatando, lançando uma chama certeira na avezinha atrevida. Nada disso, faltava o coração do Dragão, sem coração, sem emoção e Pituca perdeu a razão provocando sua expulsão. Que papelão! Pituca deve ter sentido a falta de Robston, o coração do Dragão, pois os dois atuam muito tempo juntos. Se Robston pode ser considerado o coração do Dragão, Pituca seria como se fosse a válvula mitral e/ou um dos ventrículos do órgão maior da fera.
Artur Neto demonstrou mais uma vez muita competência, com elenco limitado, tendo como base os pratas da casa, conseguiu superar o melhor time do campeonato até o momento. E o Dragão está sem coração, vamos torcer para que ele seja encontrado, ou então, a fera terá que conseguir um novo coração. Cadê o coração do Dragão?

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha 2011!

Estamos no último dia de 2010, eu desagurmentada, não disponho de palavras para definir como foi este ano e minhas expectativas para o próximo. Aliás, palavras para caracterizar tal ano e expectativas até as tenho, mas não estou disposta a torná-las coerentes. Sorte a minha, que tenho ele, meu poeta maior, para deixar uma bela mensagem poética para vocês, aliada a tal poesia deixo também a intelectuante e pacificante imagem de nosso Drummond. E que venha 2011.

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.